Terminou a greve. «Normalização não será imediata»

A greve dos motoristas de matérias perigosas terminou esta quinta-feira, 18 de abril. O Governo falou ao país às 8 horas da manhã.

Terminou a greve. «Normalização não será imediata»

Terminou a greve. «Normalização não será imediata»

A greve dos motoristas de matérias perigosas terminou esta quinta-feira, 18 de abril. O Governo falou ao país às 8 horas da manhã.

A greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas terminou durante a madrugada desta quinta-feira, 18 de abril, segundo o Público.

O ministro Pedro Nuno Santos, vai fazer uma declaração, esta manhã, pelas 8h, no Ministério das Infraestruturas e da Habitação, sobre a greve dos motoristas de matérias perigosas, na sequência da crise dos combustíveis que está a causar o caos no país.

O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou que «a normalização da situação não será imediata, mas gradual de reposição». «Estão reunidas todas as condições para que a normalidade seja reposta.»

O Ministro revela ainda que durante «toda a madrugada» houve negociações no Ministério do Trabalho, entre a Associação Nacional de Transportes públicos Rodoviários de Mercadorias (ATRAM) e o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas. O acordo foi assinado pelas 7 horas da manhã desta quinta-feira, numa reunião que durou mais de 10 horas.

 

[EM ATUALIZAÇÃO]

O que está em causa na greve dos motoristas de matérias perigosas

São cerca de 800 os camionistas habilitados a transportar este tipo de matérias perigosas que além dos combustíveis transportam também químicos, radioativos, mas também oxigénio ou materiais criogénicos. Para o fazer, os camionistas precisam de uma certificação ADR, um tipo de carta de condução emitida pelo IMT e renovável a cada 5 anos. De acordo com o Observador, que cita o presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), sindicalizados estão apenas 600.

Melhorias salarias, alterações no contrato e categoria profissional

Entre as reivindicações destes homens estão as melhorias salariais, as alterações ao contrato coletivo de trabalho no que respeita a horas extra e trabalho noturno e, também, a exigência de uma categoria profissional própria.

Os motoristas pedem uma remuneração base mínima correspondente a 1200 euros. No contrato coletivo só existe a categoria ‘Motorista de Pesados’ que tem uma remuneração base de 630 euros, não havendo categoria própria para quem transporta materiais perigosos. Além do aumento salarial, o sindicato pede o aumento do subsídio de risco (atualmente 7,5€), pois consideram estar em risco superior aos restantes ‘Motoristas de Pesados’.

Além destas atualizações, o sindicato pede também a alteração de regras no que respeita ao salário noturno e ao trabalho extraordinário. O contrato coletivo de trabalho sofreu alterações em setembro do ano passado. De acordo com o documento, «os trabalhadores móveis afetos ao transporte internacional, ibérico e nacional [sem contar com os que conduzem veículos com menos de 7,5 toneladas] terão obrigatoriamente o direito a receber o correspondente a duas horas de trabalho suplementar» por cada dia, sendo que a primeira hora de trabalho extraordinário será remunerada a 50% e a segunda a multiplicar por 75%.

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