Terço gigante de Joana Vasconcelos inaugurado no Santuário de Fátima

No âmbito das comemorações do Centenário das Aparições, um terço gigante criado pela conceituada artista plástica, Joana Vasconcelos, foi hoje inaugurado à entrada da Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima

Terço gigante de Joana Vasconcelos inaugurado no Santuário de Fátima

Terço gigante de Joana Vasconcelos inaugurado no Santuário de Fátima

No âmbito das comemorações do Centenário das Aparições, um terço gigante criado pela conceituada artista plástica, Joana Vasconcelos, foi hoje inaugurado à entrada da Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima

Um terço gigante, da autoria da artista Joana Vasconcelos, foi hoje, dia 2 de maio, inaugurado à entrada da Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, obra encomendada pelo templo no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições.

Joana Vasconcelos referiu que a peça “tem a ver com esta relação entre o céu e a terra e a luz” que ilumina o caminho, adiantando ter “muito gosto” em poder fazer parte do centenário, “deste momento tão importante para Portugal e para os portugueses, e poder colaborar nesta mensagem de paz”.

O terço gigante chama-se “Suspensão e vai ser iluminado pela primeira vez  quando o Papa Francisco entrar no recinto em Fátima

Feita de contas brancas com cerca de 26 metros e 54 quilos, a peça de Joana Vasconcelos tem incorporado um sistema eléctrico que permite iluminar a peça. “Suspensão” vai ser iluminada pela primeira vez na noite de 12 de maio, no momento em que o Papa Francisco chegar ao santuário  para com os milhares de peregrinos aí presentes, se preparar para rezar o terço.

Joana Vasconcelos admitiu que o convite do santuário para executar a peça foi “muito especial”, esclarecendo que vem “numa linha de pensamento e numa linha de obras” que tem vindo a desenvolver nos últimos 20 anos, entre as quais está a peça que fez em 2002, “www.fatimashop”.

“Vim de peregrinação de Lisboa até Fátima para poder aprender e para poder observar o fenómeno de Fátima. Então vim com um ciclomotor até Fátima e fiz daí uma peça que é um altar e que é também um vídeo dessa minha peregrinação, onde testemunhei toda a experiência de vida de uma peregrinação, das pessoas, o porquê”, declarou, explicando que, desde essa obra, a sua visão sobre Fátima mudou e toda a sua “vida a partir daí teve uma outra perspetiva”.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, referiu que quando foi lançado o desafio à artista para realizar uma obra que marcasse o centenário tinha a noção “da enorme dificuldade que representava”, pois “criar uma obra de arte à escala deste enorme recinto era um desafio fora do comum”.

“Este desafio foi felizmente aceite”, adiantou Carlos Cabecinhas que, dirigindo-se a Joana Vasconcelos, deu os parabéns, dizendo-lhe que “criou uma peça extremamente fotogénica” que “consegue dominar este enorme recinto de oração”.

Segundo o sacerdote, era isso que o santuário pretendia: “marcar o Centenário das Aparições com uma obra de arte que fosse significativa, que fosse profundamente enraizada na mensagem de Fátima”, como é o caso, pois representa um terço.

Carlos Cabecinhas adiantou que a partir da peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de maio o terço vai iluminar-se todos os dias às 21:30, à hora em que se inicia a oração do rosário na Capelinha das Aparições, o que vai acontecer até “ao fim deste conjunto de grandes peregrinações, em outubro”.

“É, por isso, para nós, um elemento particularmente significativo e importante, porque passará a integrar a ritualidade deste lugar”, acrescentou.

O diretor do Museu do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte, disse que o terço, feito com resina de polietileno, LED, filtros de cor, aço e fontes de alimentação, revela o que é a mensagem de Fátima no seu essencial.

A este propósito adiantou que segundo o testemunho dos videntes Francisco, Jacinta e Lúcia, a Virgem “trazia nas suas mãos um terço de contas brancas”, explicando que “a oração do rosário foi pedida pela Virgem como oração quotidiana” para alcançar a paz para o mundo, e que o terço “é o objeto comum a todos os peregrinos de Fátima, independentemente da sua condição e proveniência social, cultural e geográfica”.

 

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