Sala de consumo assistido do Porto recebeu 616 utilizadores nos primeiros três meses

A sala de consumo assistido do Porto recebeu, desde a sua abertura a 24 de agosto e até 30 de novembro, 616 utilizadores, sendo que a maioria dos toxicodependentes usaram o espaço para o consumo fumado, foi hoje revelado.

Sala de consumo assistido do Porto recebeu 616 utilizadores nos primeiros três meses

Sala de consumo assistido do Porto recebeu 616 utilizadores nos primeiros três meses

A sala de consumo assistido do Porto recebeu, desde a sua abertura a 24 de agosto e até 30 de novembro, 616 utilizadores, sendo que a maioria dos toxicodependentes usaram o espaço para o consumo fumado, foi hoje revelado.

A sala de consumo assistido do Porto recebeu, desde a sua abertura a 24 de agosto e até 30 de novembro, 616 utilizadores, sendo que a maioria dos toxicodependentes usaram o espaço para o consumo fumado, foi hoje revelado.

Numa apresentação dos primeiros três meses de funcionamento do programa de consumo vigiado do município, durante a reunião da câmara do Porto, o presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), Carlos Nunes, adiantou que pela sala já passaram 616 utilizadores, a sua maioria do género masculino (82%) e de nacionalidade portuguesa (97%).

Com capacidade máxima para 15 utentes em simultâneo, a sala de consumo assistido do Porto, localizada no local conhecido como ‘Viela dos Mortos’, funciona das 10:00 às 20:00, sete dias por semana. Naquele espaço, que entrou em funcionamento a 24 de agosto de 2022, foram registados, até 30 de novembro, 8.112 consumos, o correspondente, em média, a 82 consumos por dia.

Do total de utilizadores, 178 usaram a sala para consumo injetado (4.762 consumos) e 438 para consumo fumado (3.350 consumos).

Por substâncias de consumo, segundo Carlos Nunes, mais de metade dos utilizadores (51%) consumiram ‘speedball’ [uma mistura de estimulantes, geralmente cocaína com opioides], seguindo-se a cocaína, heroína e outras.

Destacando que estes são dados “preliminares” da ação que tem sido desenvolvida na sala de consumo, o presidente da ARS-Norte destacou que foram realizadas 178 intervenções individuais com utilizadores que usam o espaço de consumo injetado e sete sessões de grupo para educação em saúde e boas práticas de consumo. Durante este período, foram entregues pelos utilizadores 17.384 agulhas e seringas, e criado um grupo voluntário de consumidores que têm vindo a colaborar na recolha destes resíduos na zona envolvente ao espaço.

Carlos Nunes adiantou ainda que, a par do acompanhamento ao consumo de estupefacientes, foram realizadas 76 consultas médias, 60 atos de enfermagem, 25 referenciações para unidades hospitalares, 500 refeições e 375 banhos.

Depois da apresentação, a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, salientou que, apesar de preliminares, os dados mostram que “valeu a pena avançar” com a sala de consumo, bem como é “preciso avançar mais”, referindo-se à necessidade de intervir junto desta população. Também o vereador do PS, Tiago Barbosa Ribeiro, destacou que os dados mostram que a sala “é um sucesso que se preferia que não existisse”, destacando que é “um caminho a aprofundar o combate à droga, ao mesmo tempo que se cuidam das dependências”.

Pelo BE, a vereadora Maria Manuel Rola afirmou que os dados “demonstram bem” a necessidade daquela infraestrutura ser criada na cidade, defendendo que “este é o caminho dos direitos humanos e saúde”.

Já o vereador social-democrata Vladimiro Feliz destacou que estes são “dados a ter em conta”, defendendo, no entanto, que esta resposta “não prescinde de uma forte aposta na prevenção e, posteriormente, no tratamento”.

Em resposta aos vereadores, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, destacou que os utilizadores da sala “não são todos do Porto” e que a infraestrutura está a “provocar migrações de população à procura desta resposta”, defendendo, novamente, que a iniciativa deveria ser replicada noutros concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP).

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