As reações de vários políticos à morte de Freitas do Amaral

Diogo Freitas do Amaral morreu esta quinta-feira. Tinha 78 anos.

As reações de vários políticos à morte de Freitas do Amaral

As reações de vários políticos à morte de Freitas do Amaral

Diogo Freitas do Amaral morreu esta quinta-feira. Tinha 78 anos.

Diogo Freitas do Amaral morreu esta quinta-feira aos 78 anos. O antigo presidente e fundador do CDS estava internado desde o passado mês de setembro nos cuidados intermédios no Hospital da CUF, em Cascais.  Os motivos do internamento estariam relacionado com hemorragias fortes. O antigo fundador do CDS tinha um cancro nos ossos e estava a ser seguido na Fundação Champalimaud, avançou à data o Correio da Manhã.

O Governo já anunciou que irá decretar dia de Luto Nacional no dia em que se irão realizar as cerimónias fúnebres, algo que «que será acertado nas próximas horas e de acordo com a indicação da sua família», anunciou o gabinete do primeiro-ministro, António Costa. Após a sua morte foram vários os líderes políticos a reagir.

Ferro Rodrigues destaca «grande dedicação à causa pública do ‘fundador’ da democracia»

O presidente da Assembleia da República afirmou que recebeu com “enorme consternação” a notícia da morte do antigo ministro Freitas do Amaral, “fundador do regime democrático” e cidadão com “grande dedicação” à causa pública. “Fundador do nosso regime democrático, o professor Freitas do Amaral serviu Portugal e os Portugueses em diversas ocasiões”, considera Ferro Rodrigues, numa nota enviada à agência Lusa.

Entre outros cargos desempenhados pelo primeiro líder do CDS, Ferro Rodrigues destaca os momentos em que assumiu funções “como deputado à Assembleia Constituinte, deputado à Assembleia da República, vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa [executivo da Aliança Democrática] e, mais recentemente, como ministro dos Negócios Estrangeiros (Governo socialista], o último cargo público que ocupou – sempre com grande dedicação aos outros e à causa pública.

Para o presidente da Assembleia da República, Freitas do Amaral “prestigiou Portugal como poucos, assumindo a presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas entre 1995 e 1996”.

“Foi, por excelência, um académico, tendo sido assistente e professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de que era catedrático em 1983. Em 1996, foi um dos responsáveis pela criação da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa”, apontou ainda.

Na sua mensagem, Ferro Rodrigues faz ainda um forte elogio a Freitas do Amaral do ponto de vista pessoal. “Dele guardarei memória de um homem culto, cordato, afetuoso. De um homem de diálogo, um democrata, por quem tinha uma grande consideração e estima. Portugal vê hoje desaparecer um dos nomes grandes da política democrática e do ensino do Direito”, frisa o presidente da Assembleia da República.

Rui Rio recorda «aliado» nos momentos importantes do país

O presidente do PSD, Rui Rio, recordou Freitas do Amaral, que hoje faleceu, como “um aliado” nos momentos importantes do país, deixando-lhe “uma palavra de homenagem” durante um almoço de campanha. No arranque do seu discurso perante uma plateia de empresários, em Vila Nova de Gaia (Porto), Rio disse ter acabado de receber “uma notícia triste”, a da morte de Freitas do Amaral.

“Queria deixar aqui uma palavra de homenagem ao professor Freitas do Amaral. Nem sempre o PSD esteve de acordo com ele ou ele de acordo com o PSD, mas nos momentos importantes do país e do PSD o professor Freitas do Amaral foi um aliado”, afirmou Rui Rio. O líder do PSD recordou ainda que Freitas do Amaral foi fundador de “um dos principais partidos nacionais”, o CDS-PP, tendo as suas palavras sido aplaudidas por toda a plateia.

Assunção Cristas fala da coragem de fundador. CDS cumpre um minuto de silêncio

A notícia da morte de Freitas do Amaral, fundador do CDS, foi hoje recebida durante um almoço de campanha para as legislativas em Barcelos, Braga, e a líder centrista pediu aos militantes que cumprissem um minuto de silêncio. No almoço, Assunção Cristas evocou o passado de Diogo Freitas do Amaral, como fundador, e “a coragem” necessária para defender as ideias do partido no período pós-25 de Abril de 1974.

Primeiro, pediu que se interrompesse o almoço para anunciar, aos presentes, que Freitas do Amaral tinha morrido e pediu um minuto de silêncio.

Cristas recordou o fundador — “a quem devemos a fundação do CDS” — e os tempos difíceis em foi criado o partido do Centro Democrático Social, juntamente com dirigentes como Adelino Amaro da Costa. “Eu, enquanto presidente do CDS, só posso estar grata por esse trabalho, por essa coragem, tantas vezes debaixo da ameaça, tantas vezes debaixo de fogo”, disse.

A presidente centrista admitiu que houve momentos em que Freitas “se afastou mais do pensamento do CDS”, como quando foi ministro num governo do PS.

“Mas isso não nos pode deixar esquecer que na base do partido esteve a coragem de Diogo Freitas do Amaram e muitos que com ele, como Adelino Amaro da Costa, ousaram criar um partido que é fundador da nossa democracia”, concluiu. De seguida, os presentes no almoço, informal, de campanha, observaram um minuto de silêncio.

António Costa lamenta perda e Governo decreta luto nacional do dia do funeral

O primeiro-ministro lamentou hoje a morte do fundador e primeiro líder do CDS, Freitas do Amaral, e adiantou que o Governo vai decretar luto nacional no dia do seu funeral.

“Acabou de falecer um dos fundadores do nosso regime democrático. À memória do professor Freitas do Amaral, ilustre académico e distinto Estadista, curvamo-nos em sua homenagem. Apresentamos à sua família, amigos e admiradores as nossas sentidas condolências”, refere uma nota do gabinete de António Costa.

Na mesma nota, adianta-se que “o Governo decretará luto nacional coincidente com o dia do funeral, o que será acertado nas próximas horas e de acordo com a indicação da sua família”.

A título pessoal, e como seu antigo colega de Governo, António Costa salienta que não pode deixar de recordar o muito que aprendeu “com o seu saber jurídico, a sua experiência e lucidez política e o seu elevado sentido de Estado e cultura democrática, que sempre praticou”.

Marcelo Rebelo de Sousa recorda Freitas do Amaral como «grande amigo»

O Presidente da República lamenta a morte de um “grande amigo de meio século” e presta homenagem a quem foi um dos “pais fundadores a integrar a Direita conservadora portuguesa”.

«O Presidente da República manifesta o seu mais fundo pesar pelo falecimento de Diogo Freitas do Amaral, um dos quatro Pais Fundadores do sistema político-partidário democrático em Portugal, como Presidente do Centro Democrático e Social», pode ler-se numa nota publicada no site da Presidência.

«A Diogo Freitas do Amaral deve a Democracia portuguesa o ter conquistado para a direita um espaço de existência próprio no regime político nascente, apesar das suas tantas vezes afirmadas convicções centristas», continua a homenagem.

Marcelo Rebelo de Sousa recorda ainda que perdeu «um grande amigo pessoal de meio século» apresentando à família « expressão de grande saudade, mas, sobretudo, da gratidão nacional para o que foi o papel histórico de ter sido aquele dos Pais Fundadores a integrar a direita conservadora portuguesa na Democracia constitucionalizada em 1976».

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