Polémica. Azambuja não quer espectáculos de quem é anti-touradas

A Junta de Freguesia da Azambuja, avançou, através de um post no Facebook, para comunicar que não contratará artistas que se posicionem contra as touradas.

Polémica. Azambuja não quer espectáculos de quem é anti-touradas

Polémica. Azambuja não quer espectáculos de quem é anti-touradas

A Junta de Freguesia da Azambuja, avançou, através de um post no Facebook, para comunicar que não contratará artistas que se posicionem contra as touradas.
A Junta de Freguesia da Azambuja, avançou, através de um post no Facebook, para comunicar que não contratará artistas que se posicionem contra as touradas.

A decisão surge depois de mais de 240 personalidades terem assinado uma carta para acabar com a transmissão de touradas na RTP.Entre os apoiantes da causa e assinantes da carta encontram-se nomes como Nuno Markl, Diogo Faro, Diogo Piçarra, Ana Galvão, Bárbara Bandeira, Nuno Lopes, Eunice Muñoz, Rui Maria Pêgo, Sara Sampaio, Helena Isabel, Paulo de Carvalho ou Agir,

 A responsável pelo post será Maria Inês da Graça Louro,Presidente da respectiva Junta de Freguesia e candidata pelo CHEGA.

O post foi entretanto apagado.

“Comunica-se que em todo e qualquer espetáculo que eventualmente venha ainda a realizar-se este executivo terá em consideração na escolha dos artistas o facto de os mesmos se terem ou não manifestado contra as nossas tradições!”, pode ler-se.

Inês Louro teve sempre uma posição muito marcada relativamente ao que chama as tradições  da sua terra natal, o que fez com que retirasse o seu apoio politico a Ana Gomes aquando da sua candidatura à Presidência da Republica, quando esta se pronunciou contra a tauromaquia.

 

Figuras públicas insurgem-se

Nuno Markl, Heitor Lourenço, Andreia Dinis, Tânia Ribas de Oliveira e Diogo Faro são apenas alguns dos famosos que estão indignados.

Nuno Markl foi um dos primeiros a manifestar-se. “Um artista ter uma opinião contra as touradas vale lista negra na Azambuja. Não tinha nada marcado para lá, mas posso dizer desde já a todos os azambujenses que apreciem o meu trabalho que serão sempre bem vindos nos meus espectáculos, sejam eles onde forem”, escreveu nas redes sociais. “Que idiotice tamanha. Há gente que mais valia não dizer nada. Então agora não se pode ter opinião sobre assunto A ou B que já é um ataque à terra ou às gentes?”, comentou Andreia Dinis.

“3 de junho de 2021. Vou escrever por extenso: Três de junho de dois mil e vinte e um! Aparentemente não posso trabalhar na Azambuja por ter expressado uma opinião por uma causa que, para mim, sempre fez sentido defender. Em termos fundamentais, somos todos seres humanos, todos com direitos a acreditar e a defender o que faz mais sentido para cada um. Somos todos iguais. A diferença talvez só comece nas ações que praticamos. Acrescento: não sou sou eu o visado mas todos os artistas que assinaram uma carta expressando a opinião contra a emissão televisiva de touradas”, publicou Heitor Lourenço. “Comunica-se que, enquanto este executivo estiver em funções, esta artosta não atuará nessa localidade”, comentou Helena isabel, enquanto Pedro Fernandes escreveu: “Que tristeza”.

“Tiques pidescos”, diz Diogo Faro

Diogo Faro foi ainda mais longe na sua indignação: “Tou? É da Junta da Azambuja? Sim, olhem, é para avisar que a PIDE já não existe, caso não tenham dado conta. Pronto, de nada”, começou por escrever. “A presidente da Junta de Freguesia da Azambuja deve estar a confundir o seu cargo público com a gerência de uma qualquer tasca, com certeza. Arroga-se no direito de escolher ou vetar artistas consoante a opinião que estes tenham sobre touradas. Bastante risível”, sublinhou.

“O que está em causa é a iniciativa da @animal.ong que promoveu uma carta aberta pelo fim da transmissão de touradas na RTP. Esta foi assinada inicialmente por 240 pessoas (políticos, artistas, etc), sendo eu uma delas. E que fique claro, assinarei esta carta todos os dias da minha vida se assim for preciso. Nem sequer me vou alongar sobre o estágio civilizacional em que ainda estamos que permite que não só continuem a existir touradas, como haver pessoas que tiram prazer de torturar – e ver torturar – animais. Mas que isso seja ainda ‘espectáculo’ apoiado com dinheiro de todos os contribuintes é tão absurdo como embaraçoso para o país”, continuou, concluindo: “Agora, ainda mais divertido foi descobrir que quem escreveu o post foi a atual presidente, que entretanto se desvinculou do PS e que agora é candidata à Câmara Municipal da Azambuja pelo Chega. Ah! Que surpresa, vindo de alguém com tiques pidescos. Por esta é que ninguém esperava. Pessoas do partido de extrema-direita e as saudades que têm do Estado Novo e do controlo de opinião: ganhem juízo”.

Texto: Marta Amorim e Patrícia Correia Branco; Fotos: Reprodução redes sociais

 

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