Ministra da Saúde admite “grande preocupação” com atrasos nas juntas médicas

A ministra da Saúde, Marta Temido, expressou hoje “grande preocupação” com os atrasos nas juntas médicas, que chegam a atingir os dois anos, considerando que a pandemia de covid-19 atrasou a resposta neste domínio.

Ministra da Saúde admite

Ministra da Saúde admite “grande preocupação” com atrasos nas juntas médicas

A ministra da Saúde, Marta Temido, expressou hoje “grande preocupação” com os atrasos nas juntas médicas, que chegam a atingir os dois anos, considerando que a pandemia de covid-19 atrasou a resposta neste domínio.

O atraso com as juntas médicas “é naturalmente uma grande preocupação com a qual o Ministério da Saúde tem estado a ser confrontado. Também ao Ministério da Saúde têm chegado frequentes relatos de situações em que as pessoas não estão a conseguir, ainda, ter a resposta para a sua presença na junta médica da forma que nós gostávamos”, disse hoje aos jornalistas em Penafiel, no distrito do Porto.

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Lembrando que “vivemos numa situação de pandemia”, a ministra considerou que esta “atrasou a resposta que já sofria alguns constrangimentos”. O jornal Público noticiou hoje que o tempo de espera para aceder a uma junta médica chega a ser de dois anos, tendo a Provedora da Justiça, Maria Lúcia Amaral, recebido 133 queixas, e a Associação Portuguesa de Deficientes considerado que “prevalece um atraso abismal”.

Desde junho de 2020 já se realizaram mais de 107 mil juntas médicas de avaliação de incapacidade, segundo dados do Ministério da Saúde adiantados ao jornal Público. Hoje, aos jornalistas, Marta Temido relevou que há “uma situação muito assimétrica” pelo país, já que no Agrupamento de Centros de Saúde que visitou hoje, em Penafiel (Vale do Sousa Sul, Tâmega II), “o tempo de resposta é de um mês”.

“Estamos a trabalhar no sentido de responder atempadamente também nos outros pontos. Como sabem, as juntas médicas foram reforçadas, em termos de equipas afetas e em termos, também, de contratação de meios para lhes responder”, acrescentou. “Vamos continuar a trabalhar porque, de facto, esses números são muito preocupantes, e a nós também nos preocupam muito”, assegurou, reconhecendo que “este é um tema cujo impacto na vida das pessoas é muito significativo”, e que o Governo está “longe” do que gostaria.

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