Mais de metade dos portugueses consideram insuficiente investimento do Estado no combate ao cancro

Um inquérito divulgado revela que mais de metade dos portugueses inquiridos consideram insuficiente o investimento do Estado no combate ao cancro, a doença que mais os preocupa, excluindo a pandemia da covid-19.

Mais de metade dos portugueses consideram insuficiente investimento do Estado no combate ao cancro

Mais de metade dos portugueses consideram insuficiente investimento do Estado no combate ao cancro

Um inquérito divulgado revela que mais de metade dos portugueses inquiridos consideram insuficiente o investimento do Estado no combate ao cancro, a doença que mais os preocupa, excluindo a pandemia da covid-19.

A sondagem, realizada pela empresa de estudos Gfk Metris para a Apifarma – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, envolveu uma amostra de 1.001 pessoas com 18 ou mais anos e residentes em Portugal continental, às quais foi feita uma entrevista telefónica entre 27 de outubro e 11 de novembro.

O estudo de opinião, que visou saber o que pensam os portugueses sobre o cancro, nomeadamente em termos de doença e da resposta do sistema de saúde, é apresentado hoje numa videoconferência no âmbito da iniciativa “Cancro: Cada Dia Conta — Da Prioridade à Ação”.

De acordo com os resultados, citados em comunicado da Apifarma, 68% dos inquiridos consideram insuficiente o investimento do Estado no combate ao cancro, com 11% a acharem justa a verba destinada a esse fim.

O inquérito revela ainda que mais de metade dos portugueses (60%) classificam como insuficiente ou muito insuficiente o acesso aos tratamentos “mais modernos” para o cancro, apesar de ser a doença “mais preocupante” (75%), excluindo a covid-19.

Os inquiridos justificam esta preocupação com o cancro com a taxa de mortalidade elevada (25%), o terem ou terem tido familiares com cancro (25%) e com o tratar-se de uma doença que “qualquer um pode ter” (17%).

Em termos de acessibilidade aos cuidados de saúde oncológicos, 44% das pessoas apontam os tempos de espera elevados e 15% a dificuldade em fazer diagnósticos atempados. A primeira consulta é muito demorada para 25% dos inquiridos.

A iniciativa “Cancro: Cada Dia Conta — Da Prioridade à Acção”, lançada pela Apifarma, pretende “tornar a oncologia uma prioridade tanto no plano nacional como no europeu” e “contribuir para a definição de uma estratégia nacional de combate ao cancro”, tendo em atenção a “equidade do acesso à inovação”.

 

 

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