ÚLTIMA HORA: Gémeas condenadas por matarem recém-nascida à facada

A mãe da recém-nascida foi condenada a 18 anos e três meses de prisão efectiva e a tia a 15 anos e três meses.

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A mãe da recém-nascida foi condenada a 18 anos e três meses de prisão efectiva e a tia a 15 anos e três meses.

As gémeas Rafaela e Inês Cupertino foram condenadas esta terça-feira, dia 26 de março, no Tribunal de Almada. Rafaela, a mãe da vítima, foi sentenciada a 18 anos e três meses de prisão. E Inês, tia da recém-nascida, a 15 anos e três meses. Foram condenadas por terem matado à facada a recém-nascida com minutos de vida, em Corroios, a 9 de abril do ano passado.

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A progenitora, com 25 anos à data do crime, deu à luz em casa uma menina saudável. De seguida, sempre com a ajuda da irmã, tentou afogar a bebé na banheira. Rafaela acabou por matar a recém-nascida esquartejando-a três vezes com uma faca da cozinha com uma lâmina de 19,5 cm. O Ministério Público defendeu, durante as alegações finais, realizadas em 14 de março, que as arguidas fossem condenadas, em coautoria, pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver, pedindo a pena máxima de 25 anos.

«Eu matei a minha própria filha. Desferi-lhe três golpes», diz mãe de recém-nascida

O crime horrendo aconteceu pelas 21h30, quando, «na sequência do parto de uma menina, a progenitora, com a colaboração da irmã gémea, golpeou a recém-nascida com uma arma branca, provocando-lhe morte imediata». Rafaela justifica o crime com a má relação com o namorado, acusando-o de «agressões físicas e psicológicas». «Escondia da minha família a violência que sofria todos os dias. Eu não estava bem há muito tempo.»

Segundo o que a arguida contou em tribunal, foi enquanto tirava os filhos do carro que lhe rebentaram as águas. Consciente do que estava para vir, deu jantar aos meninos e tomou banho. Quando as dores se tornaram insuportáveis, pediu ajuda à irmã. «Estava completamente em pânico. Não aguentava as dores e decidi chamar a minha irmã. Contei-lhe. Disse-lhe que precisava da ajuda dela. Ela ficou em choque e disse-me para eu chamar uma ambulância. E eu, em pânico, disse que não. Fomos para a casa de banho para ajudar a que a bebé nascesse», explicou.

«Acho horrível. Eu matei a minha filha», admite Rafaela Cupertino

Apesar do desfecho, diz que nunca, nos nove meses de gravidez, pensou em matar a bebé. «Meti a minha filha na banheira virada de cabeça para baixo durante dois ou três segundos. Acho que a minha irmã não viu. E depois virei-a para cima. A faca estava no chão, ao pé da porta, e eu estendi a mão. Apanhei a faca e desferi-lhe três golpes», explicou em tribunal.

«Nunca disse que a bebé tinha de falecer, nem nunca tinha falado nisso. Não sei explicar o motivo, mas desferi esses golpes», reconheceu

Rafaela Cupertino afirmou que a irmã, Inês, não se apercebeu logo do que tinha acabado de acontecer, uma vez que estava a tentar tirar-lhe a placenta. Quando viu, Rafaela diz que esta «começou a chorar e perguntou porquê». Questionada pela acusação sobre o crime que cometeu, Rafaela Cupertino admitiu arrependimento. «Acho horrível. Eu matei a minha filha.» «Neste momento, estaria quase a fazer dez meses.»

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