Infeções por HIV no Brasil diminuiram 7% no ano passado sobre os números de 2018

O número de infeções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) caiu 7% no Brasil no último ano, passando de 45.078 casos, em 2018, para 41.919, em 2019, segundo um relatório divulgado hoje pelo Governo brasileiro.

Infeções por HIV no Brasil diminuiram 7% no ano passado sobre os números de 2018

Infeções por HIV no Brasil diminuiram 7% no ano passado sobre os números de 2018

O número de infeções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) caiu 7% no Brasil no último ano, passando de 45.078 casos, em 2018, para 41.919, em 2019, segundo um relatório divulgado hoje pelo Governo brasileiro.

Por ocasião do Dia Mundial da Luta contra a sida (acrónimo de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), o Ministério da Saúde do Brasil informou que a taxa de mortalidade pela doença no país diminuiu 17,1% nos últimos cinco anos e o número de mortes caiu desde 12.667, em 2015, para 10.565, em 2019.

Ainda de acordo com o relatório, a taxa da sida no país passou de 21,9 casos por 100.000 habitantes em 2012 para 17,8 casos por 100.000 habitantes em 2019, o que representa uma redução de 18,7%.

Os dados indicam que, atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com o HIV no Brasil, das quais 89% foram diagnosticadas e 77% estão em tratamento antirretroviral.

O estudo aponta que 94% dos cidadãos em tratamento não transmitem sexualmente o vírus, por terem atingido uma carga viral indetetável e, até outubro de 2020, cerca de 642 mil pessoas estavam em tratamento.

No entanto, o número de casos de HIV notificados em 2019 é ligeiramente superior ao registado em 2016, quando foram detetados 41.562 contágios.

“Verificamos que o pico, talvez o maior número de casos de HIV notificados no Brasil, foi em 2017 (44.943) e 2018 (45.078), e tivemos uma pequena redução em 2019”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, durante a apresentação do relatório.

Apesar dos números, a tutela da Saúde assinalou que, no Brasil, cerca de 10.000 casos de sida foram prevenidos entre 2015 e 2019, o que terá levado a uma queda de 17,1% na taxa de mortalidade por sida naquele período.

O estudo mostrou que a maior concentração de casos de sida foi contabilizada entre jovens de 25 a 39 anos, de ambos os sexos, num total de 492.800 registos. Em 2019, somaram-se 37.308 casos da doença.

Os casos nessa faixa etária correspondem em 52,4% a homens.

Já o maior número de grávidas infetadas pelo HIV (27,6%) tem entre 20 e 24 anos.

De acordo com o relatório, nos últimos 10 anos houve aumento de 21,7% na taxa de deteção do HIV em mulheres grávidas, o que, para o Ministério, é resultado da ampliação do diagnóstico pré-natal e do aprimoramento das medidas de prevenção da transmissão vertical do vírus (passagem do vírus da mãe para o bebé durante a gestação, o parto ou a amamentação).

Em 2019, foram identificadas 8.312 gestantes infetadas pelo HIV no país sul-americano.

De 2015 a 2019, houve uma redução de 22% na taxa de deteção da sida em crianças menores de 5 anos.

A eliminação da transmissão vertical do HIV, bem como a redução da sífilis e da hepatite B, estão entre as seis prioridades do Departamento de Doenças Crónicas e Infeções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Este ano, até outubro, o Ministério da Saúde distribuiu 7,3 milhões de testes rápidos de HIV, 332 milhões de preservativos masculinos e 219 milhões de femininos.

O Brasil, que chegou a ser um dos países mais afetados pela sida no mundo, é considerado pela ONU um dos modelos mundiais na luta contra o HIV devido aos seus programas de distribuição gratuita de preservativos e dos medicamentos necessários para o tratamento da doença.

 

 

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