Farmacêuticos do IPO do Porto pedem escusa de responsabilidade

Os farmacêuticos hospitalares do Instituto Português de Oncologia do Porto pediram hoje escusa de responsabilidades por considerarem não terem condições para garantir a segurança dos cuidados farmacêuticos prestados por “insuficiência de recursos humanos”, denunciou hoje o sindicato.

Farmacêuticos do IPO do Porto pedem escusa de responsabilidade

Farmacêuticos do IPO do Porto pedem escusa de responsabilidade

Os farmacêuticos hospitalares do Instituto Português de Oncologia do Porto pediram hoje escusa de responsabilidades por considerarem não terem condições para garantir a segurança dos cuidados farmacêuticos prestados por “insuficiência de recursos humanos”, denunciou hoje o sindicato.

“Os farmacêuticos do IPO do Porto consideram que não estão reunidas as condições de garantir a segurança do ato farmacêutico prestado aos doentes nas diversas áreas de prestação de cuidados farmacêuticos”, adiantou o Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, em comunicado.

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Em causa estão falta de recursos humanos, logísticos e materiais, refere. O sindicato adiantou já ter pedido uma reunião ao conselho de administração do IPO do Porto para discutir estes problemas. Contudo, acrescentou, “dada a ausência de uma estratégia passível de aplicação em tempo útil para evitar, por um lado, a contínua saída de farmacêuticos e, por outro, a insuficiência do atual quadro de pessoal farmacêutico com a consequente degradação das condições de trabalho e assistenciais do hospital e dos serviços farmacêuticos, não resta a estes profissionais qualquer alternativa que não seja esta tomada de posição”.

Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, Henrique Reguengo, considerou que esta situação irá repetir-se por outros hospitais do país porque o “desinvestimento” na atividade farmacêutica está a chegar a um “limite crítico”. Nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) há uma “enorme carência” de farmacêuticos, estando a chegar-se a um “ponto de rutura”, sublinhou.

Henrique Reguengo lembrou que os farmacêuticos hospitalares servem todos os serviços dos hospitais, o que resulta num enorme aumento de atividade e complexidade. Também no início de junho, mais de duas dezenas de farmacêuticos preocupados com a “falta de recursos” e com “qualidade e a segurança dos cuidados” prestados no Hospital de Santo António, no Porto, pediram escusa de responsabilidade.

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