Covid-19: Suécia junta-se aos que não recomendam vacina AstraZeneca a maiores de 65 anos

As autoridades sanitárias da Suécia anunciaram hoje que não recomendam a administração da vacina contra a covid-19 do laboratório anglo-sueco AstraZeneca a pessoas com mais de 65 anos, devido à falta de dados científicos relativos a esta faixa etária.

Covid-19: Suécia junta-se aos que não recomendam vacina AstraZeneca a maiores de 65 anos

Covid-19: Suécia junta-se aos que não recomendam vacina AstraZeneca a maiores de 65 anos

As autoridades sanitárias da Suécia anunciaram hoje que não recomendam a administração da vacina contra a covid-19 do laboratório anglo-sueco AstraZeneca a pessoas com mais de 65 anos, devido à falta de dados científicos relativos a esta faixa etária.

As autoridades sanitárias da Suécia anunciaram hoje que não recomendam a administração da vacina contra a covid-19 do laboratório anglo-sueco AstraZeneca a pessoas com mais de 65 anos, devido à falta de dados científicos relativos a esta faixa etária.

Estocolmo segue assim as posições já assumidas por outros países europeus, nomeadamente a Alemanha, Áustria, França e Itália.

Segundo a agência de saúde pública sueca, a vacina contra a covid-19 da farmacêutica anglo-sueca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, deve ser proposta “em primeiro lugar” a pessoas entre os 18 e os 65 anos de idade.

No entanto, segundo frisou Soren Andersson, responsável pela área dos programas de vacinação da agência de saúde pública sueca, “não há nada que diga que a vacina não tenha efeitos protetores ou que tenha efeitos negativos sobre estes grupos etários”.

Já as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna devem ser administradas preferencialmente a pessoas com 65 anos ou mais anos de idade, de acordo com a mesma entidade.

Na semana passada, e no meio de um conflito contratual da farmacêutica anglo-sueca com a Comissão Europeia, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) deu “luz verde” à utilização da vacina da AstraZeneca/Oxford para ser administrada a adultos a partir dos 18 anos, sem impor um limite superior de idade.

A Alemanha, através da Comissão de Vacinação alemã, foi o primeiro país a abordar a questão da idade e a eficácia da vacina da AstraZeneca/Oxford nos grupos etários mais velhos.

No dia 30 de janeiro, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, admitiu que Berlim estava a ponderar deixar as pessoas com mais de 65 anos fora do acesso prioritário à vacina do laboratório anglo-sueco por suspeita de falta de eficácia neste grupo etário.

Nesse mesmo dia, a Itália também recomendou a adoção de alternativas à vacina contra a covid-19 da farmacêutica anglo-sueca para os cidadãos com mais de 55 anos, apesar de ter autorizado a administração em todos os adultos.

O Conselho Nacional de Vacinação da Áustria daria a mesma recomendação no dia seguinte.

“Os dados de imunidade e segurança são comparáveis aos de pessoas mais jovens. [Mas] devido ao pequeno tamanho da amostra [de estudos anteriores] não é possível afirmar com certeza a sua eficácia para essa faixa etária”, indicou então o Conselho austríaco num comunicado.

A decisão das autoridades sanitárias suecas hoje divulgada irá desencadear um atraso na campanha de vacinação no país, mas sem grandes consequências, segundo indicou Estocolmo.

A Suécia, que tem uma população de cerca de 10,3 milhões de habitantes, iniciou a campanha de vacinação contra a doença covid-19 em 27 de dezembro.

Desde então, cerca de 260.000 pessoas na Suécia receberam a primeira dose da vacina.

Na segunda-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que o Governo português está a aguardar que a EMA se pronuncie a propósito das dúvidas sobre a proteção da vacina da AstraZeneca/Oxford (cuja primeira remessa irá chegar a Portugal no dia 09 de fevereiro) em pessoas mais idosas.

“Aguardamos que esse facto seja esclarecido”, disse a ministra.

A pandemia da doença covid-19 provocou pelo menos 2.237.990 mortos resultantes de mais de 103,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 13.017 pessoas dos 731.861 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

 

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