Covid-19: Itália tem como objetivo ter 80% da população vacinada até setembro

O responsável pela gestão da pandemia em Itália, o militar Paolo Figliuolo, fixou como objetivo aumentar o ritmo da taxa de vacinação no país para 500 mil doses diárias e ter 80% da população vacinada até setembro.

Covid-19: Itália tem como objetivo ter 80% da população vacinada até setembro

Covid-19: Itália tem como objetivo ter 80% da população vacinada até setembro

O responsável pela gestão da pandemia em Itália, o militar Paolo Figliuolo, fixou como objetivo aumentar o ritmo da taxa de vacinação no país para 500 mil doses diárias e ter 80% da população vacinada até setembro.

Esta informação consta do seu plano de vacinação, com o qual pretende alcançar a imunidade de grupo em Itália o mais rápido possível, informou hoje o Governo italiano, em comunicado.

O documento, elaborado de acordo com o Plano Estratégico Nacional do ministério da Saúde, assenta na distribuição eficiente e oportuna das vacinas, no aumento das doses diárias e nos postos de vacinação.

“A meta é atingir a quantidade de 500.000 doses diárias a nível nacional, vacinando pelo menos 80% da população em setembro, triplicando a média diária de vacinações nas últimas semanas, o equivalente a cerca de 170.000”, refere o comunicado.

Itália recebeu já 7,9 milhões de doses, que serão duplicadas nas próximas três semanas, e as autoridades esperam que cheguem outros 52 milhões no final de junho e 84 milhões antes do outono.

Até ao momento, foram inoculadas 6.430.266 doses e 1.922.072 pessoas estão imunizadas por terem recebido as duas que necessitavam.

O plano do responsável pela gestão da pandemia prevê que seja constituída uma reserva de vacinas equivalente a 1,5% das doses para poder responder de forma imediata a necessidades inesperadas, dirigindo recursos às zonas com maiores contágios.

Também será aumentado o número de pessoas que vacinam, com até 44.00 clínicos gerais, 60.000 dentistas e até 23.000 médicos especialistas, e será possível ter, através de acordos que ainda têm de ser fechados, pessoal da Federação de Medicina Desportiva italiana, médicos de ambulatório e farmacêuticos.

Se necessário, serão contratados mais médicos e enfermeiras.

Para favorecer o ritmo de vacinação, serão aumentados os postos de vacinação, podendo ser utlizadas fábricas, grandes áreas de distribuição, ginásios, escolas e até estruturas de associações e da Conferência Episcopal italiana.

Itália registou 26.062 contágios do novo coronavírus e 317 mortos nas últimas 24 horas, enquanto mais de metade do país se prepara para entrar em confinamento na segunda-feira, devido à nova vaga da pandemia de covid-19.

O número total de casos do novo coronavírus ascende a 3.201.838 desde fevereiro do ano passado e o de mortos a 101.881.

Nas últimas 24 horas ficaram curadas 14.970 pessoas, mas entraram 270 nos cuidados intensivos.

Atualmente, há 520.061 casos positivos, dos quais 24.153 estão hospitalizados, 2.982 nos cuidados intensivos.

Lombardia, a região mais afetada pela pandemia, foi a que mais casos registou, 5.809, longe dos 2.950 de Emilia-Romanha, 2.940 de Campânia, 2.682 de Veneto e 2.159 de Piamonte.

No resto das regiões os novos casos ficaram abaixo dos 2.000, embora em Lacio, cuja capital é Roma, ficou perto, nos 1.998.

O Governo italiano aprovou um decreto na sexta-feira a endurecer as restrições para conter os contágios, entre 15 de março e 06 de abril, e neste tempo todas as regiões que tenham uma incidência semanal de 250 contágios por cada 100.000 habitantes passarão a ser “zona vermelha”, um regime de confinamento em que todas as lojas não essenciais encerradas.

Ao resto do território aplicam-se as restrições de zona ‘laranja’, ou seja, o nível intermédio.

Desde segunda-feira, 10 regiões e a província autónoma de Trento estarão em confinamento, e o resto em zona de risco intermédia, exceto a ilha de Sardenha, que não terá limitações.

 

 

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