Compositora Hildur Guðnadóttir vence Óscar e diz que indústria se deve abrir a mais mulheres

A compositora Hildur Guðnadóttir, primeira mulher a solo a ganhar o Óscar de Melhor Banda Sonora Original desde 1998, disse que a sua vitória mostra como a indústria se deverá abrir a mais mulheres.

Compositora Hildur Guðnadóttir vence Óscar e diz que indústria se deve abrir a mais mulheres

Compositora Hildur Guðnadóttir vence Óscar e diz que indústria se deve abrir a mais mulheres

A compositora Hildur Guðnadóttir, primeira mulher a solo a ganhar o Óscar de Melhor Banda Sonora Original desde 1998, disse que a sua vitória mostra como a indústria se deverá abrir a mais mulheres.

“Tem sido um sentimento notável, à medida que faço esta jornada em que tenho sido a primeira mulher a ganhar muitos destes prémios”, afirmou a islandesa. “E isto, de certa forma, levou muitas pessoas a verem as estatísticas de prémios que existem há 70 anos e que nunca foram atribuídos a mulheres”, disse, fazendo ver que “talvez haja aqui algum desequilíbrio”.

Guðnadóttir referiu que o reconhecimento do seu trabalho está a provocar novas discussões e considerou “uma honra” ser parte da conversa, apontando que a situação atual “é um pouco idiota” e que “deveríamos estar a abrir a indústria a mais mulheres”.

A presença feminina nesta edição dos Óscares foi um tema constante ao longo da noite, com uma discussão sobre diversidade e oportunidade que começou com as críticas ao predomínio de nomeados masculinos em categorias-chave.

Quando a vitória da compositora islandesa foi anunciada, Guðnadóttir foi ovacionada de pé e caracterizou esse momento como louco, sentindo-se desarmada pela reação.

A música que compôs para o filme “Joker”, centrada na complexidade da personagem interpretada por Joaquin Phoenix, inspirou o ator – que também saiu do Dolby Theatre em Hollywood com o Óscar de Melhor Ator Principal – a criar uma dança improvisada que se tornaria icónica no filme.

Com grande parte da banda sonora composta antes de Todd Phillips ter começado a filmar, a música foi ouvida no estúdio à medida que o filme progredia, o que inspirou Joaquin Phoenix no desenvolvimento do seu personagem.

“É mágico quando se consegue ter um diálogo através da arte e não ter de discutir o que estamos a tentar fazer, mas ser mesmo capaz de ir ao lado emocional mais cru”, disse a compositora. “Foi muito bonito”.

Violoncelista clássica de formação, Guðnadóttir contou que o seu trabalho foi pensar na história de um homem que está numa viagem excruciante. “Tentei imaginar como era estar dentro da cabeça dele e depois como isso soaria. Foi essa a minha grande inspiração”.

A 92.ª edição dos prémios da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas, dos Estados Unidos, realizou-se no Dolby Theatre, em Los Angeles, na noite de domingo, na Califórnia, madrugada de segunda-feira, em Portugal.

Esta edição ficou marcada pela vitória de “Parasitas”, filme do realizador sul-coreano Bong Joon-ho, nas mais importantes categorias, ao conquistar os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Argumento Original.

Com quatro Óscares, “Parasitas” foi o filme mais premiado nesta edição dos prémios da Academia.

 

 

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