Carlos Vaz Marques vai sair da TSF e fala em “bullying”

O jornalista Carlos Vaz Marques anunciou nas redes sociais que vai processar o Global Media Group, detentor da rádio TSF. Num longo texto, o jornalista recorda os 32 anos de trabalho naquela rádio e diz que esteve em “situação atentatória da dignidade profissional” nos últimos meses.

Carlos Vaz Marques vai sair da TSF e fala em “bullying

Carlos Vaz Marques vai sair da TSF e fala em “bullying”

O jornalista Carlos Vaz Marques anunciou nas redes sociais que vai processar o Global Media Group, detentor da rádio TSF. Num longo texto, o jornalista recorda os 32 anos de trabalho naquela rádio e diz que esteve em “situação atentatória da dignidade profissional” nos últimos meses.

O jornalista Carlos Vaz Marques anunciou nas redes sociais que vai  processar o Global Media Group, detentor da rádio TSF. Num longo texto, o jornalista recorda os 32 anos de trabalho naquela rádio e diz que esteve em “situação atentatória da dignidade profissional” nos últimos meses.

“Nunca pensei, ao fim de mais três décadas de dedicação, vir a ser colocado pelo Global Media Group, actual detentor da marca TSF, na situação atentatória da minha dignidade profissional a que estive sujeito nos últimos meses. Uma situação que não posso continuar a aceitar; por respeito pelo legado histórico da TSF, em memória do esforço daqueles com quem ajudei a construir uma marca de referência e, acima de tudo, pela minha dignidade pessoal e profissional”, escreve.

“Vi-me durante meses sob uma situação que só posso descrever como uma forma de bullying profissional. Foi a própria TSF a acabar unilateralmente com o programa ‘O Livro do Dia’ e o novo director achou que depois de mais de uma década sem qualquer aumento salarial estava na altura de me fazer aceitar um corte no vencimento para menos de metade. Uma proposta inaceitável a que contrapus o regresso de ‘O Livro do Dia’ ou uma rescisão amigável, nos termos em que no ano passado outros jornalistas deixaram a empresa. A actual direcção da TSF recusou ambas as sugestões: para ‘O Livro do Dia’ não há espaço na antena da TSF, respondeu-me o director; quanto à rescisão negociada também já não está em cima da mesa. Teria mesmo de ficar na empresa com o salário amputado. Ou isso ou voltar aos turnos de noticiários.
Pacientemente, durante meio ano, tentei sensibilizar a direcção de recursos humanos da empresa para o atropelo de que estava a ser vítima. Tudo em vão”, refere ainda no mesmo texto.
O jornalista refere ainda que foi colocado numa equipa de turno onde a sua atividade profissional ficou reduzida. Carlos Vaz Marques termina revelando que avançará com um processo “que seguirá os trâmites legais adequados”.
“Decidi ser tempo de não aceitar mais ofensas à minha honra e dignidade profissional. A minha relação com o Global Media Group, actual detentor da marca TSF, lamentavelmente terá de ser resolvida em tribunal”, terminou.

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