Autárquicas: PCP recusa fazer juízos “apressados” sobre ‘timing’ de próxima fase de desconfinamento

O secretário-geral do PCP recusou hoje “fazer juízos de valor apressados” sobre o ‘timing’ do anúncio feito pelo Governo sobre a próxima fase de desconfinamento, a quatro dias das eleições autárquicas, deixando as avaliações para os especialistas.

Autárquicas: PCP recusa fazer juízos

Autárquicas: PCP recusa fazer juízos “apressados” sobre ‘timing’ de próxima fase de desconfinamento

O secretário-geral do PCP recusou hoje “fazer juízos de valor apressados” sobre o ‘timing’ do anúncio feito pelo Governo sobre a próxima fase de desconfinamento, a quatro dias das eleições autárquicas, deixando as avaliações para os especialistas.

O secretário-geral do PCP recusou hoje “fazer juízos de valor apressados” sobre o ‘timing’ do anúncio feito pelo Governo sobre a próxima fase de desconfinamento, a quatro dias das eleições autárquicas, deixando as avaliações para os especialistas. “Não queria ser mal-intencionado em relação ao momento em que se decidiu essas normas de desconfinamento. Os técnicos saberão melhor do que eu. Não quero estar a fazer juízos de valor apressados”, sustentou Jerónimo de Sousa, interpelado pelos jornalistas sobre o anúncio hoje, pelo primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, da próxima fase de desconfinamento.

Para o membro do Comité Central comunista, “um traço fundamental” do período de pandemia foi “a incompreensão dos portugueses” em relação a medidas anunciadas que não batiam “a bota com a perdigota”

“Há uma ideia que para mim é clara. Houve muitas medidas de confinamento que não tinham sustentação, eram injustificadas”, completou.

O dirigente comunista acrescentou que é necessário continuar a reforçar o Serviço Nacional de Saúde, já que o país vai ter de aprender a “viver com a pandemia” e para não desperdiçar o que foi alcançado com a vacinação.

O primeiro-ministro recusou hoje as críticas por anunciar o alívio de restrições por causa da covid-19 a três dias das eleições autárquicas, contrapondo que as medidas agora anunciadas foram calendarizadas em 29 de julho.

António Costa assumiu esta posição em conferência de imprensa, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, no final de uma reunião do Conselho de Ministros em que foram aprovadas as medidas da terceira fase do plano do Governo de alívio de restrições.

Confrontado pelos jornalistas com as críticas de que foi alvo na quarta-feira, designadamente por parte do presidente do PSD, Rui Rio, por o executivo escolher o período de campanha autárquica para anunciar o alívio de restrições, o primeiro-ministro invocou direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e alegou que as medidas restritivas por causa da covid-19 “só se justificam na estrita medida que são necessárias, adequadas e proporcionais à gravidade da situação”.

O país vai passar a situação de alerta em 01 de outubro: “Estamos em condições de avançar para a terceira fase do plano [de alívio de restrições] de 29 de julho passado. Portugal passará do atual estado de contingência para a situação de alerta a partir de 01 de outubro”, declarou o primeiro-ministro.

A covid-19 provocou pelo menos 4.715.909 mortes em todo o mundo, entre mais de 230 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.938 pessoas e foram contabilizados 1.064.876 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

 

 

Impala Instagram


RELACIONADOS