Agitação marítima provoca estragos nos portos da ilha das Flores

A forte agitação marítima que se verificou nos últimos dias no arquipélago dos Açores, resultante da passagem pela região da depressão Carlos, provocou danos nos portos da ilha das Flores, revelou hoje o governo açoriano.

Agitação marítima provoca estragos nos portos da ilha das Flores

Em comunicado, o executivo socialista, liderado por Vasco Cordeiro, adiantou que o Governo dos Açores “está a acompanhar, desde a primeira hora”, a situação do porto das Poças, em Santa Cruz das Flores, e o núcleo de recreio do porto das Lajes das Flores, tendo sido “constatada a existência de danos nestas infraestruturas portuárias”.

“Para já – adianta o mesmo comunicado – é necessário esperar pela melhoria das condições de mar, para que se possa fazer uma avaliação técnica precisa dos estragos causados pelo mau tempo”.

O porto das Poças, que estava a ser alvo de uma grande intervenção, com construção de um cais acostável e molhe de proteção, ficou danificado com as fortes ondas que se registaram nos últimos dias, que chegaram a ultrapassar os dez metros de altura.

No porto das Lajes, a forte agitação marítima destruiu a cabeça do molhe do núcleo de recreio náutico, obstruindo parte do acesso aquela infraestrutura, o que obrigou a autoridade marítima a proibir a entrada e saída de embarcações, por questões de precaução, antes de saber qual a profundidade navegável no local.

A Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas já deu orientações à empresa Portos dos Açores para que sejam enviadas, “de imediato”, equipas técnicas, de forma a uma primeira avaliação no local e decisão acerca dos meios que será necessário mobilizar, “com vista à reposição, o mais rapidamente possível, das condições necessárias para que seja possível operar nestes dois portos”.

A partir de segunda-feira, 19 de novembro, deverão chegar à ilha das Flores os técnicos para iniciar as verificações e avaliações necessárias.

 

 

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