Sexo. Saiba qual o seu risco de sofrer um enfarte

Existe uma associação entre o enfarte e uma sessão de sexo mais intensa, mas aqueles que são saudáveis não precisam de ficar preocupados.

Sexo. Saiba qual o seu risco de sofrer um enfarte

Sexo. Saiba qual o seu risco de sofrer um enfarte

Existe uma associação entre o enfarte e uma sessão de sexo mais intensa, mas aqueles que são saudáveis não precisam de ficar preocupados.

Durante o sexo existe um aumento do número de batimentos cardíacos. A pressão arterial também aumenta, bem como a necessidade de o coração receber oxigénio. Se olharmos para tudo isto temos um quadro que pode dar origem a um enfarte. É verdade que uma relação sexual pode dar origem a um enfarte. Aliás, existem diversos relatos que dão conta disso mesmo, até porque é um esforço físico que pode exigir bastante do coração. Mas pode ficar descansado que não é preciso ficar desesperado com esta eventualidade.

Quem o defende é o médico cardiologista Marcelo Sampaio, que faz parte da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, no Brasil. Em declarações ao Catraca Livre, o médico salienta que estamos perante um risco para quem tem problemas cardíacos. Sendo que o perigo é quase nulo para quem é saudável. “É preciso que a pessoa tenha já uma doença anterior, que já tenha placas nas coronárias, mesmo que não saiba disso”, explica.

O risco de sofrer um enfarte durante o sexo é quase nulo para pessoas saudáveis

Segundo Marcelo Sampaio, o enfarte pode ter diversas origens, todas elas relacionadas com as artérias coronárias, aquelas que estão ligadas ao músculo do coração. “A mais comum é por obstruções dessa artéria por placas de gordura”, explica. O enfarte acontece quando uma destas placas se rompe, dando origem à formação de um coágulo que acaba por obstruir a passagem do sangue. Isto é algo que poderá ter origem no excesso de peso, pressão alta, diabetes, colesterol elevado, consumo de tabaco, stress e estilo de vida sedentário.

Além disto, emoções violentas e uma prática desportiva extenuante também podem levar a um enfarte. “Se nos esgotarmos, fizermos exercícios extremamente extenuantes, podemos ter um enfarte. Era o que acontecia com muitos cadetes que entravam no exército e passavam por provas que superavam os seus limites”, refere o cardiologista. Que realça ainda que pessoas saudáveis podem sofrer um enfarte em situações ambientais extremas, como ambientes muito quentes, muito frios ou em grandes altitudes. A perda de uma pessoa próxima é algo que também pode levar a este problema.

Por fim, o médico salienta que o principal sintoma do enfarte é a dor no peito. Que pode ser isolada ou passar para o braço, pescoço, costas e região do terço superior da barriga. “Pode também estar associada a suores frios, náuseas, vómitos, palidez e sensação de tontura. Mas o principal sintoma é a dor no peito”, explica. Não fumar e levar um estilo de vida saudável são duas formas de evitar o enfarte.

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