Qual é a principal base de um relacionamento?

O filósofo e escritor Fabiano de Abreu acredita que, embora não seja fácil manter relacionamentos, é possível encontrar motivos para continuarem juntos.

Qual é a principal base de um relacionamento?

Qual é a principal base de um relacionamento?

O filósofo e escritor Fabiano de Abreu acredita que, embora não seja fácil manter relacionamentos, é possível encontrar motivos para continuarem juntos.

Hoje em dia muitas pessoas têm a impressão, que embalado pelo imediatismo das redes sociais e da internet, as pessoas tornaram-se muito voláteis, impacientes e, muitas vezes, intolerantes com as limitações do próximo.

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Com a enorme oferta de aplicações e sites de relacionamento como o Tinder e o Happn, o amor pode ser instantâneo, cibernético e por afinidades, onde o utilizador tem à sua frente uma espécie de cardápio de pessoas, mas não necessariamente tem planos e pensamentos para além do imediato.

Então, qual será o segredo dos casais que ficam juntos por décadas e que levam até o fim as juras de amor eterno que fizeram diante da religião, de amigos e da sociedade?

O filósofo e escritor Fabiano de Abreu acredita que, embora não seja fácil manter relacionamentos, é possível encontrar motivos para continuarem juntos: «Todo o relacionamento, para que funcione, tem que ter bases sólidas. A relação é um jogo de acerto constante, somos nós e o outro na tentativa de encontrar o equilíbrio em que ambos se sintam plenos e satisfeitos. As relações não são tão fáceis na realidade quando comparadas às idealizações românticas dos livros ou dos filmes. As pessoas são seres únicos que carregam em si personalidades diversas e sensos de vida variados.»

Montar o puzzle

Para o filósofo, os relacionamentos são como um puzzle, um quebra-cabeças que por vezes demoramos a montar e a encontrar o sentido mas, depois de estar completo, isso deixa-nos mais tranquilos. «Como se todo o processo de construção fosse um ensinamento. Conhecer quem está ao nosso lado e, ao fim desse tempo, o caminho que fazemos é-nos mais familiar e tendemos a ser mais verdadeiros.»

No entanto, Fabiano de Abreu aponta que, para se chegar a uma solução, todas as peças precisam estar sobre a mesa, sem meias verdades, para que o casal possa, finalmente, montar o puzzle e perceber «se faltar uma peça, o puzzle nunca estará completo. Aquela peça em falta pode gerar um fosso na relação. Há diferenças irremediáveis mesmo quando os sentimentos são fortes e  as personalidades incompatíveis podem tornar-se abismos intransponíveis.»

Tripé do Relacionamento

Na sua mais recente teoria sobre relações humanas, Fabiano de Abreu refere três pontos fulcrais que seriam a base para a longevidade de um relacionamento. O filósofo chama este conceito de ‘Tripé do Relacionamento‘. Fazendo uma analogia a um tripé, estável e equilibrado sobre cada uma das suas pernas, Fabiano de Abreu destaca que quando os três pontos que compõem o Tripé do Relacionamento estão estruturados, consegue ter-se relações equilibradas, que são o princípio básico de relações felizes.

Confira:

Respeito – Ser fiel não só à pessoa mas também às suas convicções. Respeitar as suas opiniões, escolhas, individualidade e liberdade procurando o ponto de equilíbrio que respeite também os dois outros pontos do tripé. Respeito é apreço, consideração, deferência. É não colocar o outro em posições complicadas ou desagradáveis, é não magoar.

Compreensão – Aceitar e respeitar opiniões e comportamentos. A compreensão é um dos componentes da busca do equilíbrio. O equilíbrio é necessário para a manutenção e a duração do relacionamento. Compreender é o início do processo de argumentação. É uma maneira de manter a paz do casal.

Tolerância – Tolerar o outro tem como foco a paz e o equilíbrio que é o necessário para a longevidade no relacionamento. Temos que ter tolerância para que a inteligência esteja activada sem descompensação. Tolerância é compreendermos o outro e buscar o equilíbrio com argumentos e conversas saudáveis. A tolerância é saber escutar, é ter a humildade necessária para reconhecer os nosso limites e os do outro, é saber que erramos e saber perdoar também.

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