Caso Ângelo Rodrigues Cirurgiã plástica explica tudo sobre esteroides

A VIP falou com a Drª Fátima Baptista Fernandes, cirurgiã plástica, que explicou o que são esteroides, quais os perigos que causam e quais os tipos que existem.

Caso Ângelo Rodrigues Cirurgiã plástica explica tudo sobre esteroides

Caso Ângelo Rodrigues Cirurgiã plástica explica tudo sobre esteroides

A VIP falou com a Drª Fátima Baptista Fernandes, cirurgiã plástica, que explicou o que são esteroides, quais os perigos que causam e quais os tipos que existem.

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Ângelo Rodrigues está internado nos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, em Almada, devido a ter injetado testosterona na região das nádegas e esse facto lhe ter provocado uma infeção. Desde que está internado nesta unidade hospitalar que o ator já foi operado três vezes e já realizou  tratamentos de diálise.

A VIP falou com a Drª Fátima Baptista Fernandes, cirurgiã plástica, que explicou o que são esteroides, quais os perigos que causam e quais os tipos que existem.

1. O que são os esteroides?

Os esteroides são lipídios que não contêm acido gordos, mas são insolúveis em água, ou seja, para circularem no sangue têm que estar unidos a lipoproteinas – (HDL/LDL). O esteroide mais importante é o colesterol, tanto pelo facto de dar resistência às membranas celulares, mas também por ser percursor de todos os outros esteroides.

2. Que tipos de esteroides existem?

Os principais esteroides atuam como hormonas e são eles: os glicocorticoides, mineralcorticoides, androgénicos, estrogénicos, progestagénicos e calciferol.

Os glicocorticóides e os mineralcorticóides sintetizam o cortisol e aldoesterona – que são ambos hormonas metabólicas. Por sua vez, as hormonas androgénicas sintetizam a testosterona, as hormonas estrogénicas sintetizam estrogénio e finalmente as hormonas progestagénicas são responsáveis pela sintetização da progesterona.

Por último temos ainda os derivados da vitamina D, como o calciferol, que é responsável pela absorção e metabolização do cálcio.

3. E para que servem?

Todas estas hormonas servem para regular o metabolismo celular, sendo as hormonas sexuais – estrogénio, progesterona e testosterona – responsáveis pelas características individuais sexuais.

E estas características sexuais que se manifestam na adolescência (aumento da massa muscular, pilosidade, líbido e força) são as que são artificialmente procuradas quando se injeta testosterona em doses altas, na procura de um crescimento da massa muscular e aumento de força num curto espaço de tempo, ignorando todos os efeitos tóxicos deste produto.

4. Existem diferenças entre esteroides para mulher e para homem?

Não existe diferença no tipo de esteroide, mas sim na sua dose, ou seja, a testosterona é a hormona principal masculina e na mulher existe, mas em baixas doses, assim como o homem também produz em baixas doses algum estrogénio.

5. Como devem ser utilizados?

Só devem ser utilizados em caso de déficit. Têm de ser prescritos e supervisionados por equipas médicas.

6. Quais os riscos da sua utilização?

São as consequências de que todos temos ouvido falar várias vezes ao longo dos últimos dias. Da mesma forma que há uma hipertrofia muscular a nível da musculatura visível, irá haver uma hipertrofia, por exemplo, do músculo cardíaco com todos os problemas que daí possam advir. Ou, de uma forma mais grave, haver a falência de órgãos sucessiva: renal, cardíaca, respiratória e hepática. Obviamente que nem todos os utilizadores desta hormona tenham de passar por complicações tão graves. Todavia a longo prazo vai existir certamente compromisso de órgãos vitais.

7. De que forma é que a testosterona pode ser utilizada para fins terapêuticos?

Em todos os casos em que há deficit da sua produção a nível testicular, ovárico ou supra-renal.

8. O excesso da testosterona pode levar à morte?

Como já referi, pode levar à falência de órgãos sucessiva.

9. Porquê o Brasil para a compra destes produtos? Como é a situação em Portugal?

Tanto em Portugal como no Brasil, é proibido consumir esteroides de origem farmacêutica sem acompanhamento médico. No entanto, países como México e Paraguai têm comercialização legal e muito provavelmente é esta a sua origem.

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