Raquel Tavares substitui Maria Botelho Moniz

Raquel Tavares estreou-se no Dia da Mulher no programa Olhó Baião, da SIC, conduzido por João Baião, e sentiu necessidade de responder às críticas que recebeu quando desistiu da carreira musical.

Raquel Tavares substitui Maria Botelho Moniz

Raquel Tavares estreou-se no Dia da Mulher no programa Olhó Baião, da SIC, conduzido por João Baião, e sentiu necessidade de responder às críticas que recebeu quando desistiu da carreira musical.

João Baião já deu as boas-vindas à nova repórter do seu programa. Raquel Tavares é a sucessora de Maria Botelho Moniz que, recorde-se, esta semana trocou a SIC pela TVI. Numa emissão previamente gravada de Olhó Baião, emitida este domingo, 8 de março, o apresentador recebeu em estúdio a nova colega. Sobre a ex-companheira… nem uma palavra.

«É chegado o momento de a apresentar e que bom, que privilegiado eu sou. Eu admiro-a muito, é uma grande mulher», começa por dizer Baião antes da entrada de Raquel Tavares.

Amigos de longa data, o apresentador e a fadista partilharam momentos em comum. «Sabem o que é mais curioso? O João Baião foi padrinho da marcha de Alfama durante muito tempo e eu fui madrinha durante algum tempo e nunca aconteceu desfilarmos os dois juntos na Avenida. Então, eu pensei assim “a vida encarrega-se”. Não descemos aquela avenida, mas descemos agora esta nossa calçada», diz a nova repórter da SIC.

A fadista não poupou elogios ao colega. «Não podes imaginar como estou feliz, especialmente por estar aqui contigo. Somos amigos há anos. Lembro-me das primeiras coisas que fiz em televisão – fora do que era a minha vida -, foste tu que me convidaste. Disse-te para me chamares mais vezes. Tenho uma admiração profunda por ti e és das pessoas que mais amo nesta vida», referiu.

«Não sei exatamente o que é que me espera, não sei se vou ter talento ou não para o fazer, mas estar contigo e poder partilhar contigo para mim já é tudo.»

Críticas que não ficam sem resposta

Raquel Tavares anunciou o fim da carreira a 9 de janeiro, n’O Programa da Cristina e está a investir na representação e, agora, também na apresentação. Dois meses depois das declarações que chocaram o País, a fadista reconhece que houve alguns equívocos em relação às suas declarações e pede ao público para não a julgar.

«Vou continuar a ser figura pública, aceito. Mas já que tem de ser, então que esteja a fazer uma coisa nova que me motive e para que eu esteja com outra energia porque para cantar já não estava. E foi só isso que eu disse. Por favor, tentem entender lá em casa. A todas as pessoas que estão focadas no facto de ter dito que não queria ser figura pública e que tinha ido chorar para a Cristina, não julguem logo, perguntem primeiro», afirmou.

«Estou aqui, obrigada pelo convite. Gosto muito de comunicar com as pessoas, sou muito palhaça, no bom sentido, sou do bairro e gosto muito de ser do bairro. A única coisa que posso acrescentar é a boa disposição, de certeza. Se vou fazer bem ou não, não sei, mas vou aprender com quem aqui está», prometeu.

A fadista afirma que tem «muitas ideias» e que quer «muito ser feliz» neste novo desafio. «O que quero fazer é tudo o que não podia fazer quando andava na estrada. Tinha um concerto e, no final, as pessoas queriam muito falar comigo e eu tinha de ir dormir, porque tinha de fazer 300 quilómetros no dia seguinte. Desta vez, não. Posso estar a conversar com pessoas, conhecê-las…», conta.

 

Texto: Raquel Costa, com Filipa Rosa; Fotos: Impala e D.R.

 

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