Patrícia Matos: «Tudo na vida tem que ver com pessoas e com amor»

Patrícia Matos, o rosto das manhãs informativas da TVI, revela os seus desejos para o ano que agora começa.

Patrícia Matos: «Tudo na vida tem que ver com pessoas e com amor»

Patrícia Matos, o rosto das manhãs informativas da TVI, revela os seus desejos para o ano que agora começa.

É o rosto que os telespectadores da TVI e da TVI24 veem logo pela manhã. Há cinco anos na condução do «Diário da Manhã», Patrícia Matos consegue conciliar uma rotina exigente com os estudos académicos. Em Porto Santo, um destino onde «o ar é mais ouro, o tempo corre lento e as estrelas têm outro brilho», conversámos com a jornalista sobre um dia a dia que começa de madruga e os sonhos para este novo ano.

Comecemos por falar de Porto Santo: como definiria a sua ligação à ilha?

Foi amor à primeira vista. Adoro Porto Santo. Isto pode parecer muito cliché mas aqui o ar é mais puro, o tempo corre lento, o céu e as estrelas têm outro brilho. Aqui parece que estamos noutro Mundo. Tenho uma ligação muito minha com esta ilha… e com as pessoas. É por elas que também volto, já tenho amigos aqui. Encontrei energias tão boas, tão bonitas… Pessoas que acrescentam mesmo à minha vida. Um dia, quando tiver filhos, quero que venham conhecer. E, outro dia, quando já não tiver horários por cumprir… irei passar aqui algum tempo da minha vida.

Já não é uma estreante nas lides de Porto Santo: quais são os seus locais favoritos? O que gosta mais de fazer?

Foi a quinta vez que estive no Porto Santo e vou voltar. A praia… é a minha praia. São nove quilómetros de areal… parece não ter fim e nunca há nenhuma toalha perto da nossa. É o lugar onde me sinto melhor, aqui. Adoro caminhar até à Calheta, o Miradouro das Flores e o do Pico do Castelo. É maravilhoso, daqui é possível ver toda a ilha. Inesquecível.

É o rosto que o espectadores da TVI veem logo de manhã. Como é que se prepara diariamente para estar no seu melhor num horário em que a maioria das pessoas está a acordar e/ou de mau humor?

Preparo-me a pensar que o meu melhor tem de estar todos os dias, naquele estúdio, entre as 6h30 e as 10h00. É o que esperam de mim… e está. Começo logo a dizer palhaçadas, depois a equipa presta-se a isso… ainda fazem pior! Às vezes, às 5h00 da manhã, já estamos todos a chorar a rir e ainda nem nasceu o sol!!! É muito bom. Ajuda muito. Ninguém se leva a sério, inclusive eu. Óbvio que somos responsáveis mas é muito cedo, se não houver descontração, amizade, companheirismo… é muito difícil. Quando alguém está mais em baixo há outros que puxam logo para cima. Ainda hoje me disseram ‘vê lá se amanhã vens com menos energia’.

Sente que apresentar o «Diário da Manhã» implica uma exigência e resiliência acrescidas, devido aos horários?

Claro que sim. Divirto-me mas não há ilusões: o horário é exigente. Só com muita disciplina se consegue fazer tudo e estar bem, porque isso também é importante. Nem todas as pessoas se adaptam a este horário, acordar tão cedo e viver ‘ao contrário’. Eu adaptei-me mas já lá vão cinco anos.

«Acordo às 3h30 e estou na TVI antes das 5h00»

Como é a sua rotina num dia de trabalho normal? 

Devia deitar-me as 20h30 mas não tenho conseguido porque tenho trabalhos para fazer, do doutoramento. Acordo às 3h30 e estou na TVI antes das 5h. Começamos logo a tratar das coisas do dia, ver os jornais, rever pivots, ver outras coisas e sites que actualizaram durante a madrugada. Às 5h30 vou para a maquilhagem e cabelos, de onde saio as 6h15. É pegar nas coisas e estúdio. O programa começa às 6h30 e vai até às 10h. Nos intervalos faço vídeo para as redes sociais, partilho fotos e noticias. Depois das 10h00, é tempo de descontrair um bocadinho e preparar o dia seguinte, até às 12h. Na hora de almoço aproveito e vou ao ginásio e depois à tarde dedico-me ao blogue e ao doutoramento.

Como faz para conciliar este horário atípico com família, amigos?

Durante a semana é mais difícil mas até dá para combinar um almoço ou lanche. Ao fim de semana é mais simples, às vezes dá para um cinema, também.

Em 2017 lançou o blogue Deve Ser de Mim. Era um objetivo que tinha ou surgiu por acaso?

Eu queria saltar do Facebook e das outras redes, acho que tenho mais a dizer e coisas para partilhar. Aconteceu com naturalidade, tive e tenho o apoio da Media Capital, é um blogue IOL e isso deixa-me muito feliz. O objectivo é partilhar um bocadinho da minha vida porque eu não sou apenas o que se vê no «Diário da Manhã» e nesse meu percurso paralelo eu também aprendo muito e acho que posso partilhar imensa coisa com quem me segue e gosta das coisas que eu gosto. O conhecimento nunca é demais!

De que forma é que, como jornalista, gere a exposição do seu lado mais pessoal no blogue? Considera que mostrar alguns pormenores extra-trabalho da sua vida a aproxima do telespectador/seguidor?

É importante as pessoas perceberem que todos temos um lado muito privado e esse, lamento… não irei expor. Por mim e por quem o vive comigo. Posso partilhar situações mas as pessoas ficam para mim, não faz sentido expor a minha casa ou a casa de amigos, por exemplo, ou os filhos deles. Às vezes parece que nos tratam como seres especiais, que não somos. Somos pessoas normais, que fazem coisas um bocadinho diferentes devido ao nosso trabalho mas, na essência, somos iguais. Mas, das experiências que temos devido à nossa profissão e condição acho que faz todo o sentido partilhar: historias, conhecimento, lugares, fotografias, imagens, bastidores da TV que todas as pessoas adoram.

Que feedback tem tido? Alguma mensagem que a tenha tocado particularmente?

O feedback chega todos os dias e é, para mim, o mais importante neste processo. As pessoas são carinhosas, felicitam, partilham, dão opinião. Não estou a fazer o blogue para mim, é óbvio que fico contente que gostem. Recebo imensos e-mails e comentários. Esta madrugada recebi um e-mail de uma pessoa a agradecer um texto porque precisava daquelas palavras. Valeu tudo, então.

Está a fazer o doutoramento. Porque é decidiu continuar o percurso académico?

Estou a fazer doutoramento em ciência política. Terminei o primeiro ano curricular, os próximos dois são de investigação. A minha área de investigação tem que ver com comunicação política (de resto, já o fiz na tese de mestrado, foi sobre a comunicação política do Syriza, na Grécia) e agora também com novas tecnologias de informação e comunicação. Sou uma profunda apaixonada e grande entusiasta pelo progresso. Só temos a aprender, a aproveitar e a melhorar a nossa vida com o desenvolvimento da tecnologia.

Por último… o que tem planeado para 2018? Que desejos espera cumprir e que metas quer alcançar?

Quero ser muito feliz em 2018 a desenvolver todos estes projectos que tenho em mãos, na TVI e fora e estou sempre disponível para desafios novos. Sempre. Quero ser feliz a viver com as pessoas de quem gosto e que gostam de mim. Quero ser feliz a descobrir, a viver, a visitar, a perguntar, a desfrutar e a parar, que também é importante. Acredito profundamente que tudo na vida tem que ver com pessoas e com amor e é a isso que quero continuar a dar importância em 2018.

texto: Raquel Costa | Fotos: Maria Rita Imago

 

Agradecimentos: Vila Baleira Resort

 

Impala Instagram


RELACIONADOS