Natalina José recorda infância repleta de violência: “Era um alívio o meu pai não estar em casa”

A atriz Natalina José, de 82 anos, passou em revista as suas quase seis décadas de carreira e a sua infância, marcada por um pai violento com ela, com as irmãs e com a mãe.

Natalina José recorda infância repleta de violência:

Natalina José recorda infância repleta de violência: “Era um alívio o meu pai não estar em casa”

A atriz Natalina José, de 82 anos, passou em revista as suas quase seis décadas de carreira e a sua infância, marcada por um pai violento com ela, com as irmãs e com a mãe.

Natalina José está de regresso à televisão na série “Patrões“, da SIC, e depois de uma ausência de seis anos. Em entrevista a Daniel Oliveira para o programa “Alta Definição“, do mesmo canal, a atriz, de 82 anos, admitiu que ter voltado ao pequeno ecrã lhe trouxe “uma outra disposição, uma outra alma”.

Depois de 60 anos de carreira, que começou em 1962 no Parque Mayer, em Lisboa, Natalina José confessa, porém, que trabalha por gosto, mas também por necessidade. “Ter 400 euros de reforma… é a minha renda da casa. Não dá”, afirma. Durante os piores dois anos da sua vida, aqueles em que esteve desempregada, chegou a vender a sua casa. “Hoje, estou numa alugada (…) A Marina [Mota] ajudou-me. Deu-me trabalho”.

Natalina José e as memórias de uma infância terrível

Natalina José está de regresso à televisão na série “Patrões”, da SIC, e depois de uma ausência de seis anos. Em entrevista a Daniel Oliveira para o programa “Alta Definição”, do mesmo canal, a atriz, de 82 anos, admitiu que ter voltado ao pequeno ecrã lhe trouxe “uma outra disposição, uma outra alma”.

Depois de 60 anos de carreira, que começou em 1962 no Parque Mayer, em Lisboa, Natalina José confessa, porém, que trabalha por gosto, mas também por necessidade. “Ter 400 euros de reforma… é a minha renda da casa. Não dá”, afirma. Durante os piores dois anos da sua vida, aqueles em que esteve desempregada, chegou a vender a sua casa. “Hoje, estou numa alugada (…) A Marina [Mota] ajudou-me. Deu-me trabalho”.

Natalina José e as memórias de uma infância terrível

“Tenho memória do meu pai, mas não posso dizer que seja uma boa memória”. É com esta declaração que a atriz começa por relatar a Daniel Oliveira a infância que viveu e que lhe deixou marcas. “Éramos cinco raparigas e a mais bem tratada era eu. Ele abandonou a minha mãe e nós fomos distribuídas por tias. Éramos todas muito pobres”, lembra, admitindo que nunca sentiu “muito a falta” do pai porque, “de certa forma, era um alívio ele não estar em casa”. “Bebia muito. Batia na minha mãe e em nós. Foi um alívio”, emociona-se.

Natalina José exemplifica: “Tinha de haver comida para ele. Para nós era açorda. Uma vez, a minha mãe fez-lhe coelho. Era um cheirinho tão bom… Nós [a atriz e as irmãs] fomos ao coelho e comemos. Quando o meu pai chegou a casa, a minha mãe é que apanhou”.

Apesar da infância difícil, a atriz de “Patrões” nunca sentiu “falta de afeto”. “Fui sempre acarinhada pela minha mãe e depois, aos três ou quatro anos, pela minha tia quando me mudei para casa dela. Mais tarde, a minha mãe era a minha mãe, mas a minha tia também era a minha mãe. Havia uma confusão grande e eu acabei por me agarrar mais à minha tia”, lembrou.

Natalina José deixou palavras sobre Marina Mota, com quem trabalhou durante 12 anos. “Ela é fantástica, é uma força da natureza e eu aprendi muito com ela”.

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Reprodução SIC

 

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