Bruno Nogueira e Nuno Markl solidários com casal que vive em rulote

Bruno Nogueira e Nuno Markl ficaram sensibilizados com a história de Sofia e Paulo. Ambos perderam o emprego devido à pandemia de covid-19 e vivem numa rulote com três filhos menores.

Bruno Nogueira e Nuno Markl solidários com casal que vive em rulote

Bruno Nogueira e Nuno Markl ficaram sensibilizados com a história de Sofia e Paulo. Ambos perderam o emprego devido à pandemia de covid-19 e vivem numa rulote com três filhos menores.

Bruno Nogueira e Nuno Markl não ficaram indiferentes à história de Sofia e Paulo. O casal – ela com 33 anos, ele com 53 – foram obrigados a ir viver para uma rulote, com os três filhos menores, depois de ficarem desempregados devido à pandemia de covid-19.

Esta mudança drástica na vida de Sofia e Paulo aconteceu em novembro de 2020. “Se, há um ano, me dissessem que estaríamos a viver numa rulote, com os nossos três filhos, diria que era um pesadelo. Morávamos num T3 alugado, por 400 euros, em Loures, tínhamos comprado um carro novo em 2018, não havia dívidas e trabalhávamos os dois. Eu como esteticista, à comissão, e o Paulo estava há já 15 anos numa empresa de organização de eventos em hotéis de cinco estrelas”, começou por contar Sofia, numa entrevista a uma revista semanal.

Paulo convenceu-a a abrir o seu próprio negócio e, no início de 2020, encontraram a loja perfeita para tal efeito. Todas as poupanças que tinham amealhado ao longo dos anos (cerca de 10 mil euros) foram gastas em obras, decoração e material.

Família sustenta-se com 400 euros

Em março do ano passado, chegou o primeiro confinamento no nosso país e, um mês depois, ainda segundo a revista Sábado, Paulo foi despedido, sem receber qualquer indemnização. A partir daí, a família passou a sustentar-se apenas com os 400 euros do subsídio de desemprego que recebe. Sofia acabou por ter de entregar a loja, uma vez que não conseguia suportar os encargos da mesma. Para agravar ainda mais esta situação, o casal tinha ainda de pagar a prestação do carro e a renda do apartamento.

Em agosto, o senhorio disse-lhes, primeiro, que precisava da casa para a filha e, segundo, que lhes iria dobrar a mensalidade. Num mês e meio, esta família teve de deixar o lar. A mulher de Paulo pediu cinco mil euros emprestados a uns amigos e foi assim que compraram a rulote, onde vivem. No entanto, 200 dos 400 euros servem para pagar a renda do espaço no parque de campismo. O restante, para sobreviverem, contando ainda com o facto de terem de pagar o empréstimo aos amigos.

Sofia também deu a conhecer a sua história no programa “Dois às 10“, da TVI, acabando por ser surpreendida por Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz. “A família de Sofia vive numa rulote, num parque de campismo. Ela e o marido perderam o emprego devido à pandemia. Hoje renova-se a esperança e devolvemos a luz a esta família. Há uma casa de madeira pronta a ser construída”, lê-se no Instagram do matutino da estação de Queluz de Baixo.

«Um euro em vez de um like»

Como escreve a Nova Gente, assim que soube deste caso, Nuno Markl recorreu às redes sociais. “O caso desta família é devastador. E isto tem andado às voltas na minha cabeça desde que li esta reportagem: usamos as redes sociais para odiarmos, para nos agredirmos uns aos outros, para teorias da conspiração e uma genética e avassaladora perda de tempo. Muitas vezes só conseguimos mostrar afeto sob a forma de likes – um rápido coraçãozinho que estampamos sem pensar muito, mas que na sua frieza é uma forma de gentileza”, começou por escrever.

O humorista teve uma ideia: “E se fosse possível às pessoas darem um euro em vez de um like a famílias como esta? Que somas simpáticas surgiriam para pessoas sem nada reconstruírem a sua vida – e a cada um bastaria um euro. Um like, no fundo – mas que servisse, objetivamente, para alguma coisa.”

Markl não sabe “bem como é que, na prática, isto pode ser feito”. “Mas era precioso encontrar uma maneira de cada pessoa dar um euro a quem precisa com a facilidade com que dá um like – assegurando que esse euro vai direitinho para a conta de pessoas em necessidade. Chamem-me ingénuo ou utópico, mas adorava meter isto em prática. Se alguém tem ideias, que diga. As plataformas de crowdfunding exigem muita volta antes da pessoa conseguir transferir o seu euro; isto requeria algo muito mais eficaz porque – assumamos – todo o mundo é preguiçoso. Ideias. Ideias”, remata.

Bruno Nogueira, no seu formato digital “Como É Que O Bicho Mexe“, transmitido no Instagram durante o confinamento, também já terá entrado em contacto com o casal, oferecendo ajuda.

Texto: Ivan Silva; Fotos: Reprodução redes sociais

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