Covid-19: O que deve e não deve fazer mesmo quando o isolamento não for obrigatório

Investigador alerta para cinco formas de atenção para a covid-19, mesmo depois de o isolamento ter sido reduzido em número de dias ou até eliminado, em casos de doença leve.

Covid-19: O que deve e não deve fazer mesmo quando o isolamento não for obrigatório

Covid-19: O que deve e não deve fazer mesmo quando o isolamento não for obrigatório

Investigador alerta para cinco formas de atenção para a covid-19, mesmo depois de o isolamento ter sido reduzido em número de dias ou até eliminado, em casos de doença leve.

Estamos todos cansados ​​da covid-19. “Mas mesmo que as notícias se tenham deslocado para as questões geopolíticas, a doença continua muito presente. As vacinas “ajudaram a diminuir os efeitos mais severos, mas a doença veio para ficar e devemos aprender a conviver com ela”, constata Simon Kolstoe, investigador e conselheiro em ética e bioética da Universidade de Portsmouth. Neste contexto, o que devemos fazer agora, se formos infetados? “Curiosamente, muitas pessoas parecem estar a ignorar o vírus, o que talvez não seja surpreendente, dado que o aligeiramento de grande parte das medidas em vários países, como o auto-isolamento, por exemplo.” A mensagem parece ser a de que a covid-19 perdeu importância. “Mas mesmo que as regras relaxem, viver com covid não deve significar ignorá-la“, alerta Kolstoe. “Especialmente porque os casos voltaram a aumentar e novas variantes como deltacron continuam a ser descobertas.”

Variante deltacron da covid-19 exige alerta reforçado

“1. Esteja alerta e afaste-se dos outros

Constipações e doenças respiratórias são bastante comuns, especialmente durante os meses de outono, inverno e primavera. Para a maioria das pessoas, são apenas um inconveniente e não são prejudiciais. Mas quanto mais velho ficamos, mais arriscado se tornam. Portanto, mesmo que sejamos jovem e de baixo risco, muitas pessoas podem adoecer gravemente se lhes transmitirmos covid. Da mesma forma, há muitas pessoas com condições de saúde complexas que correm alto risco de adoecer gravemente se estiverem em contacto com o coronavírus, que pode igualmente desencadear condições que mudam a vida, como diabetes tipo 1 em pessoas suscetíveis, embora aparentemente saudáveis. Por isso, se começar a sentir-se doente, reconheça a infeção. Cancele a sua presença em eventos onde iria estar em contacto com outras pessoas. Aproveite as oportunidades de trabalho flexíveis – como o teletrabalho –, se disponíveis. Quanto mais doente estiver, mais deve afastar-se dos outros, pois esta é a melhor forma de impedir a propagação do vírus (e, claro, procure ajuda médica).

2. Trate a doença com respeito

Se sentir que está a ficar doente, evite a prática de atividade física, especialmente no caso de praticar exercício regular. Mesmo depois de um caso leve de covid-19, os médicos recomendam que se espere até que a doença seja totalmente superada e de voltar – gradualmente – a exercitar-se. Alguns especialistas acreditam que voltar a exercitar-se muito rapidamente pode aumentar o risco de desenvolver mal-estar pós-esforço, sintoma de de covid prolongado. Para quem tenha um ritmo de vida acelerado, pode ser difícil desacelerar, mas, às vezes, passar um ou dois dias na cama pode ser o principal fator na prevenção de problemas de saúde a longo prazo.

3. Lave as mãos e use máscara

Em crianças, somos educados a lavar as mãos. Portanto, o conselho para manter bons e frequentes hábitos de higiene das mãos tão repetido com a chegada da covid-19 talvez não tenha sido surpresa. No entanto, a resposta ao uso de máscaras foi mais complexa. As máscaras são particularmente importantes se tiver uma infeção respiratória como a covid, porque nos impedem de transmitir germes a outras pessoas. Cobrir a boca ao tossir ou espirrar é igualmente importante. Se suspeitar que está a desenvolver covid, ou simplesmente uma constipação, use máscara se tiver necessidade de estar com outras pessoas. A máscara passou a ser muito mais aceitável socialmente no Ocidente do que antes da atual pandemia. E as pessoas agradecerão.

4. Mantenha-se em dia com as vacinas

Durante a infância, a importância das vacinas é valorizada, mas nas idade adulta é muito fácil deixarmos as vacinas expirarem. Por exemplo, antes da covid, as vacinas anuais contra a gripe eram cada vez mais oferecidas, mas a aceitação era geralmente bastante baixa. É possível que vacinas covid possam também passar ser oferecidas todos os anos. Se forem, seria sensato aproveitar, mesmo que já tenha tido covid-19, porque o vírus sofrerá mutações e a imunidade anterior diminuirá com o tempo. As vacinas foram e continuarão a ser a nossa melhor defesa.

5. Pense no longo prazo

Muito poucos de nós podem largar tudo e esconder-se por alguns dias, se ficarmos doentes. As responsabilidades de trabalho e cuidados, em particular, podem ser difíceis de evitar. Mas a médio ou longo prazo, a nossa saúde e a das nossas famílias ou colegas é mais importante do que perder reuniões, atividades desportivas ou férias. Se pensarmos no tempo, é incrível quantas atividades ‘críticas’ acabaram por não ser assim tão importantes quanto pareciam naquele momento. Infelizmente, a doença faz parte da vida. Aceite a ideia de que os planos podem mudar, porque mudam mesmo.”

Doença e morte por covid-19 vão continuar

Os cinco pontos soarão muito provavelmente a senso-comum. No entanto, “um aspeto fascinante da ética é que as pessoas referem-se frequentemente ao ‘senso-comum’, mas quase sempre no contexto de acusar outras pessoas de não o ter”, nota Simon Kolstoe, da Universidade de Portsmouth. “Pelo contrário, evidências dos últimos anos sugerem que muitas pessoas não seguem esse conselho. Infelizmente, isto significa que as pessoas continuarão a ficar gravemente doentes e a morrer de covid-19 e de outras doenças perfeitamente evitáveis.”

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