Vidas Sem Fronteiras | A opinião de Daniel Bastos

Vidas Sem Fronteiras

Já não é novidade para ninguém que as novas tecnologias estão a mudar a forma como vivemos em sociedade. Uma “sociedade em rede” marcada pela constante revolução digital impulsionada pela internet, ferramenta de trabalho que ao possibilitar uma rápida difusão do conhecimento e informação transformou o mundo numa grande aldeia global. O uso desta poderosa […]

Já não é novidade para ninguém que as novas tecnologias estão a mudar a forma como vivemos em sociedade. Uma “sociedade em rede” marcada pela constante revolução digital impulsionada pela internet, ferramenta de trabalho que ao possibilitar uma rápida difusão do conhecimento e informação transformou o mundo numa grande aldeia global.

O uso desta poderosa ferramenta do homem está, por força disso mesmo, cada vez mais presente na experiência emigratória portuguesa espalhada pelos quatro cantos de um mundo incontornavelmente digital e interconectado. Como assinala Cátia Ferreira, investigadora no Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (UCP) e no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (ISCTE), num relevante artigo publicado no final da década transata intitulado Identidades lusófonas em rede: importância da internet na relação dos emigrantes portugueses nos EUA com a cultura de origem, a “forma como os emigrantes portugueses comunicam está a mudar, o recurso à internet parece estar cada vez mais generalizado. Este novo meio de comunicação é apontado por muitos emigrantes como um dos meios mais utilizados no contacto com a cultura de origem, promovendo assim situações de diálogo intercultural que fomentam o desenvolvimento de identidades em rede”.

Plataforma online Vidas Sem Fronteiras pretende formar rede de partilha de emigração

Um dos exemplos paradigmáticos das potencialidades do “diálogo intercultural” e das “identidades em rede” impelido pelo uso da internet no seio do fenómeno migratório nacional encontra-se vertido na plataforma online Vidas Sem Fronteiras, que pretende formar uma rede de participantes que queiram partilhar experiências interessantes para o sucesso de uma emigração.

Dinamizada por duas amigas, mulheres e mães portuguesas, Joana Barbosa e Maria Pereira, que se casaram com homens que escolheram carreiras internacionais, opção socioprofissional que contribui para que as famílias de ambas mudem frequentemente de país, a plataforma assume-se como um espaço de partilha de vivências e de contactos para quem, por exemplo, pretenda começar um novo percurso de vida no estrangeiro. Com várias abordagens de temas e assuntos, e com uma rede de participantes onde impera o universo feminino, este projeto singular também presente nas redes sociais, constitui-se essencialmente como uma valiosa plataforma de resolução de dificuldades e desafios entre cidadãos portugueses disseminados pelo mundo.

Daniel Bastos

Daniel Bastos

Do mesmo autor
A (re)construção da identidade dos lusodescendentes
A problemática da emigração qualificada
Mar de Sonhos – a emigração nos vapores transatlânticos


ÚLTIMOS ARTIGOS

Vidas Sem Fronteiras

Já não é novidade para ninguém que as novas tecnologias estão a mudar a forma como vivemos em sociedade. Uma “sociedade em rede” marcada pela constante revolução digital impulsionada pela internet, ferramenta de trabalho que ao possibilitar uma rápida difusão do conhecimento e informação transformou o mundo numa grande aldeia global. O uso desta poderosa […]