Arte ou a censura da vida – A opinião de João Gonzalez

A Arte na sua essência deve ser livre, feita por artistas que se inspiram em ideias, percepções e emoções para concretizar as suas obras.

Arte ou a censura da vida – A opinião de João Gonzalez
João Gonzalez Artigo de opinião de João Gonzalez

 

A Arte na sua essência deve ser livre, feita por artistas que se inspiram em ideias, percepções e emoções para concretizar as suas obras. O Homem ao criar/fazer Arte pretende estimular evasões, divulgar uma mensagem ou um conceito, ainda que varie consoante a cultura e a época. A Arte é uma criação humana que também procura representar a beleza, a harmonia e pode ser encontrada em praticamente tudo o que nos rodeia e assim representar tanto os elementos mais complicados da nossa sociedade como, o que geralmente sucede, os mais simples e belos, como os comportamentos e práticas humanas. Nesse ponto, o bom gosto é variável e as instituições que a promovem põem-se a jeito ao acolher determinados produtos e conceitos.

Ora, tanto palavreado para dizer que recentemente estalou a polémica numa exposição fotográfica no Portugal de profundis. Em modo mais ou menos de censura arcaica do Século XV uma administração censurou uma mostra que mais não faz do que expôr conteúdos que qualquer miúdo encontra na tv paga ou na internet, e sem qualquer filtro. Se até em Portugal temos como um dos símbolos populares mais emblemáticos um Zé do povo a fazer um manguito, qual é o espanto de tal exposição quando temos programas de televisão onde nos é dado sexo em directo ou  quando à distância de um botão qualquer indivíduo – leia-se crianças, por exemplo – pode comprar canais pornográficos na tv de casa?

Voltemos à pornografia barata. Para conteúdos bem mais agressivos e nocivos à mente dos jovens e menos jovens basta observar com atenção alguns conteúdos de determinados noticiários em horário nobre ou um daqueles pseudo-programas de futebol que se multiplicam no serviço pago (!) dos operadores, ou até observar numa qualquer plataforma aqueles energúmenos que pagamos, através dos nossos impostos, para “entrar lá em casa”. A infeliz consequência traduz-se na “iluminação” daqueles que nos (des) governam a seu bel-prazer e que nos roubam consoante as marés políticas e nada nem ninguém os detém ou penaliza.

Não serão essas vergonhas bem mais preocupantes do que uma exposição fotográfica interdita à força a menores de 18 anos?!

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