João Gonzalez

A minha Rede Social… A opinião de João Gonzalez

A minha rede social quando tinha 14 ou 15 anos era algo diferente das redes, ou da Rede, de hoje em dia, era só um bocadinho diferente, coisa de pouca monta…

João Gonzalez

 

A opinião de João Gonzalez

Se actualmente os putos comunicam entre si via tecnologia para os 4 cantos do mundo – ainda estou para saber quem foi o infeliz que inventou esta expressão, 4 cantos numa cena redonda?!.. –, adiante, nos meus idos tempos de adolescente calmo, sereno e equilibrado, agora teria de colocar um smile, mas não sei fazê-lo, portanto, continuo com a historieta, a malta comunicava de uma forma um pouco mais directa, ainda que circunscrita às vizinhanças na própria rua ou às ruas das cercanias, claro que esse aspecto, as ruas vizinhas, dava, sempre deu, e até gostava que ainda desse, mas os putos desta casta não fazem ideia do que isso é, sessões de jogos da bola épicos, do género, muda aos 5 e acaba quando acabar, ou seja, quando os pais nos chamavam aos gritos para ir para casa, conquistas amorosas entre ruas rivais, que gerava dramas de fazer corar de falta de dramatismo qualquer Shakespeare, ou ainda concursos estapafúrdios de toda a espécie e feitio que, invariavelmente, terminavam sempre da mesma forma, ou seja, tudo à porrada.

Comparando com os dias de hoje no Face, no Instagram, no WhatsApp e afins, parece demasiado violento dizer que volta e meia andava tudo à chapada, mas não é, já que nos dias seguintes lá nos encontrávamos na escola ou liceu e o status quo regressava.

As injúrias que observamos no Face, para citar uma “rede”, desde classificar imprudentemente as pessoas, ou de atestar violentas tentativas de engates ou ainda de ofender determinados grupos ou etnias, no meu tempo de frequentador de “redes sociais”, tais façanhas faziam-se na rua, na cara do pessoal e os “likes” eram todos dados também na hora, mas com os polegares em riste no local, tal como os “não-likes” (?) – vejam bem a minha ignorância “facebookiana”! – e as denúncias de membros, barramentos ou expulsões da “Rede” também eram executadas em sede própria e pessoalmente.

FarmVille? Mas que porra é essa quando podíamos fazer os assaltos a todos os quintais dos vizinhos, levando connosco carradas de sacos de plástico pejados de nêsperas, cachos de uvas e toda a fruta possível de amealhar e ainda de ter a possibilidade de jogar a qualquer jogo de fugir à polícia. Sim, porque os proprietários chamavam mesmo a PSP ou a GNR! Claro que nos interlúdios havia a complexa tarefa de ludibriar o cão, ou cães, que guardavam os quintais e pomares. Escusado será dizer que, de quando em vez, o cão ganhava… agora poria aquele smile de tristeza ou dor, mas também não sei como se faz…

Resumindo, não direi que as tecnologias não ajudam à interacção social, também tínhamos o nosso ZX Spectrum 48 K, as casas de máquinas ou os nossos grupos de jogos (lerpa, jogo da moeda ou de apostas imbecis, desenvolverei este último tema numa crónica só para o efeito, acreditem que vale a pena), mas se queria dizer algo a alguém de forma curta e grossa, vulgo SMS: short message service, escrevia um recadinho, se estivesse na escola ou no cinema, para citar um exemplo, e o mesmo iria muito bem “ilustrado”, a rapidez era semelhante ao actual SMS, porém, se a intenção fosse de cariz intensamente amoroso ou de ofensa de larga escala, acreditem que qualquer parede, muro ou mobiliário urbano teria o seu efeito devastador, semelhante a qualquer rede digital dos nossos dias.

Intervalo – Fim da I Parte.


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