Timor-Leste/Eleições: Urnas encerram em Timor-Leste, arranca contagem

As urnas encerraram oficialmente em Timor-Leste, nas eleições presidenciais mais concorridas de sempre, com alguns eleitores, em vários locais, ainda nas filas para poderem votar

Timor-Leste/Eleições: Urnas encerram em Timor-Leste, arranca contagem

Timor-Leste/Eleições: Urnas encerram em Timor-Leste, arranca contagem

As urnas encerraram oficialmente em Timor-Leste, nas eleições presidenciais mais concorridas de sempre, com alguns eleitores, em vários locais, ainda nas filas para poderem votar

Díli, 19 mar 2022 (Lusa) — As urnas encerraram hoje oficialmente às 15:00 em Timor-Leste (06:00 em Lisboa), nas eleições presidenciais mais concorridas de sempre, com alguns eleitores, em vários locais, ainda nas filas a poderem ainda votar.

O fecho das urnas implica o início de um moroso processo de contagem, que pode demorar mais de 24 horas e que arranca com um conjunto de ‘rituais’ em cada centro de votação, sempre sob o olhar atento dos fiscais dos 16 candidatos.

Primeiro são desmontadas as cabines de votação de cartão, depois verificados quantos boletins de voto não foram usados. Estes são inutilizados com um carimbo “não usa”.

Na Escola 30 de Agosto, em Díli, ficaram por usar 330 boletins de voto, que são inutilizados, com os seus números de série registados em ata.

Estimativas de responsáveis eleitorais indicam que nesta secção terão votado cerca de 2.000 pessoas.

Depois ocorre a abertura da urna e a contagem um a um dos votos, com cada voto a ser registado à mão, primeiro, em folhas brancas já preparadas nas paredes da sala de aula.

O processo eleitoral mobiliza milhares de funcionários do Estado, entre equipas do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, da Comissão Nacional de Eleições, da Polícia Nacional de Timor-Leste e de autoridades centrais, regionais e locais.

Além dos centros espalhados pelos 452 sucos (divisão administrativa), 65 postos administrativos e 13 municípios, mais a Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), houve ainda locais de votação na Austrália (três), Coreia do Sul (um), Inglaterra (dois), Irlanda do Norte (um) e Portugal (dois).

Díli teve o maior número de estações de voto, um total de 237, ainda que a capital tenha partilhado com Bobonaro o número máximo de centros de votação (130).

A RAEOA teve o menor número de centros de votação (60) e Manatuto o menor número de estações de voto (78).

Em estreia este ano estiveram três centros ‘paralelos’ de votação em Díli, para 4.030 eleitores, que, por motivos de trabalho ou doença, por exemplo, não se puderam deslocar aos municípios onde estão registados, o maior número dos quais da RAEOA: 846 eleitores.

 

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By Impala News / Lusa

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