Sindicato diz que houve troca de combustível em descargas feitas por militares

O porta-voz do SNMMP disse esta terça-feira que se registaram três situações de troca de combustível em descargas feitas por militares das Forças Armadas e da GNR.

Sindicato diz que houve troca de combustível em descargas feitas por militares

Sindicato diz que houve troca de combustível em descargas feitas por militares

O porta-voz do SNMMP disse esta terça-feira que se registaram três situações de troca de combustível em descargas feitas por militares das Forças Armadas e da GNR.

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) disse esta terça-feira, 13 de agosto, que se registaram três situações de troca de combustível em descargas feitas por militares das Forças Armadas e da GNR. Em declarações à agência Lusa, Pardal Henriques referiu a existência de contaminações em postos de abastecimento em Sesimbra, Sines e Nazaré devido à troca de combustível em tanques.

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Porta-voz do SNMMP acusa Governo de estar a ameaçar os motoristas

«Acho que o Estado devia ver os prejuízos que esta situação está a ter. O que vai acontecer nas situações que relatei é a necessidade de se esvaziarem os tanques», afirmou Pardal Henriques. Em jeito de balanço do segundo dia de greve, o porta-voz do SNMMP acusou as empresas e o Governo de estarem a ameaçar os motoristas para que estes cumpram mais do que oito horas de trabalho. «Tivemos conhecimento do que a polícia foi a casa de um motorista, que estava de baixa, para o deter caso ele não aceitasse ir trabalhar. Só quando ele mostrou a baixa e foi validada por um procurador é que o deixaram em paz», contou o responsável do SNMMP.

Questionado pela Lusa sobre o facto de 14 trabalhadores não terem cumprido a requisição civil decretada pelo Governo, Pardal Henriques respondeu que o sindicato não possui qualquer registo das infrações. O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse hoje que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo na greve dos motoristas. O governante informou também que a 11 desses trabalhadores «já foi feita a devida notificação», referindo que primeiro é feita a «notificação do incumprimento e depois é que há a notificação de estarem a cometer um crime de desobediência».

portugal está desde sábado em situação de crise energética

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumpriram esta terça-feira o segundo dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar a requisição civil, alegando incumprimento dos serviços mínimos. Portugal está, desde sábado e até às 23:59 de 21 de agosto, em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido a esta paralisação, o que permitiu a constituição de uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 postos prioritários e 320 de acesso público.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

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