São Tomé/Eleições: Presidente critica ‘banho’ e exploração da pobreza para ter votos

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, advertiu hoje contra o chamado ‘banho’, a prática de dar dinheiro em troca de votos, criticando a “exploração da pobreza do cidadão”, o que classificou de “imoral e indecoroso”.

São Tomé/Eleições: Presidente critica 'banho' e exploração da pobreza para ter votos

São Tomé/Eleições: Presidente critica ‘banho’ e exploração da pobreza para ter votos

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, advertiu hoje contra o chamado ‘banho’, a prática de dar dinheiro em troca de votos, criticando a “exploração da pobreza do cidadão”, o que classificou de “imoral e indecoroso”.

“Não posso deixar de me referir ao fenómeno designado por ‘banho’, que tanto tem manchado os nossos atos eleitorais”, disse hoje o chefe de Estado, intervindo na cerimónia oficial do 46.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe, que decorreu esta manhã no parlamento.

Evaristo Carvalho apelou às candidaturas às eleições presidenciais de 18 de julho para que limitem “ao máximo todos os tipos de ações visando a compra da consciência dos cidadãos eleitores”.

“Explorar a pobreza do cidadão para beneficiar do seu voto é imoral e indecoroso”, sublinhou.

Já o cidadão-eleitor, “deve votar de acordo com a sua consciência e não em função de quem der mais”.

Na sua intervenção, alertou ainda para a necessidade de prevenir a propagação da covid-19 durante a campanha eleitoral, que decorre até sexta-feira.

As candidaturas, disse, “têm o dever cívico de evitar grandes aglomerações, tendo em conta a crise sanitária resultante da pandemia de covid-19”.

“Não podemos correr o risco de virmos a enfrentar uma terceira vaga devido a atos irresponsáveis das candidaturas. Constatamos lamentavelmente que não tem sido dada a devida atenção ao grave problema de aglomerações”, afirmou Evaristo Carvalho.

A Comissão Eleitoral Nacional tem “a grande responsabilidade de organizar eleições livres, transparentes e inclusivas”, referiu, acrescentando que “as candidaturas também têm grande responsabilidade, designadamente cívica”.

“Deverão esforçar-se por realizar as respetivas campanhas eleitorais de forma serena e absterem-se de discursos que possam incitar ao ódio, à violência, à desordem, à injúria ou à difamação”, sustentou.

Sobre o processo eleitoral atualmente em curso com vista à escolha do próximo Presidente, no dia 18, Evaristo Carvalho referiu que “o mundo tem os olhos postos” em São Tomé e Príncipe.

“Devemos dar provas da nossa capacidade de realizar atos eleitorais com dignidade e lisura e da nossa disponibilidade para aceitar os resultados saídos das urnas”, salientou.

Sobre o impacto da pandemia de covid-19 no país, Evaristo Carvalho apontou que causou “danos irreparáveis na mortalidade e morbilidade, com taxas relativamente elevadas, e criou sérios transtornos à economia”.

“Criemos condições sanitárias para que seja retomada gradualmente, mas a breve trecho, o fluxo turístico que vinha sendo conhecido antes da pandemia e do qual dependem muitas famílias”, apelou.

Um total de 19 candidatos concorre à sucessão de Evaristo Carvalho nas eleições presidenciais de dia 18 de julho.

 

JH // PJA

By Impala News / Lusa

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