Rede usava Algarve para ir buscar haxixe a Marrocos

Megaoperação envolveu 350 operacionais e deteve dezenas de pessoas. Foram apreendidas dez toneladas de droga, vários carros de luxo e armas de fogo.

Rede usava Algarve para ir buscar haxixe a Marrocos

Rede usava Algarve para ir buscar haxixe a Marrocos

Megaoperação envolveu 350 operacionais e deteve dezenas de pessoas. Foram apreendidas dez toneladas de droga, vários carros de luxo e armas de fogo.

Uma rede internacional de tráfico de droga, com base em Espanha e ramificações no Algarve, foi desmantelada pela Guardia Civil. A operação contou ainda com a colaboração da Polícia Judiciária (PJ) de Faro e Portimão.

Foram detidos meia centena de suspeitos e apreendidas cerca de dez toneladas de haxixe numa megaoperação que envolveu 350 agentes. Entre os detidos está o cabecilha da rede, que operava a partir de Huelva.

O Algarve era ponto estratégico da rede já que era a partir daqui que as “lanchas voadoras” partiam com destino a Marrocos, para ir fazer o carregamento da droga.

Depois, seguiam viagem até Espanha onde procediam ao descarregamento. As lanchas chegavam ao Algarve, por terra, transportadas em camiões de forma dissimulada.

Investigação teve início há um ano

De acordo com o responsável pela Diretoria do Sul da PJ, a investigação teve início há um ano, altura em que foram detetadas “lanchas voadoras” em vários locais da costa algarvia, sem droga e sem tripulantes.

“Seguiu-se uma troca de informações com as autoridades espanholas, que levou à identificação desta rede”, explicou António Madureira.

Esta quarta feira, 04 de março, a Guardia Civil avançou para dezenas de buscas, em simultâneo, em várias localidades de Huelva, Cádiz e Sevilha. As operações, coordenadas pela Europol, foram acompanhadas por inspetores da PJ.

O principal alvo era o homem apontado como líder, já conhecido das autoridades. Foi surpreendido em casa, em Aljaraquena província de Huelva.

Autoridades não descartam tráfico em Portugal

A moradia, aparentemente modesta, escondia vários luxos, à semelhança de outros elementos da rede.

O Algarve seria “o ponto de partida das viagens para Marrocos”, acrescentou, garantindo que, para já, não há informações que permitam concluir que também fizeram descarregamentos em Portugal, mas “não é uma hipótese totalmente excluída”.

Além das cerca de dez toneladas de haxixe foram também apreendidos carros de alta cilindrada e camiões de matrícula espanhola, várias “lanchas voadoras”, armas de fogo e elevadas quantidades de dinheiro.

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