Província angolana de Benguela regista por dia 2.000 casos e cinco mortes por malária

Um surto de malária e dengue está a assolar a província angolana de Benguela, com o registo de diário de 2.000 casos, dos quais morre um paciente em cada 400 casos diagnosticados, informaram as autoridades sanitárias locais.

Província angolana de Benguela regista por dia 2.000 casos e cinco mortes por malária

Província angolana de Benguela regista por dia 2.000 casos e cinco mortes por malária

Um surto de malária e dengue está a assolar a província angolana de Benguela, com o registo de diário de 2.000 casos, dos quais morre um paciente em cada 400 casos diagnosticados, informaram as autoridades sanitárias locais.

Segundo o diretor provincial da Saúde de Benguela, António Manuel Cabinda, o município mais afetado é o Lobito, onde está prevista para hoje uma megacampanha de fumigação. 

Manuel Cabinda disse que devido à situação, as unidades sanitárias estão a registar enchentes, sobretudo a nível dos serviços pediátricos, com uma taxa de ocupação três vezes acima da sua capacidade. 

“A província de Benguela está a viver um surto de malária e dengue, em malária a província está com uma média de 2.000 casos por dia e tem estado a registar um óbito em cada 400 casos diagnosticados”, afirmou o responsável sanitário em declarações à Rádio Nacional de Angola. 

Por sua vez, o diretor clínico do Hospital Municipal de Benguela, Luís Vieira, sem referir a que período, lamentou a morte de 14 pacientes, dos quais 12 crianças, até aos 14 anos, por malária.

“A nossa pediatria tem uma capacidade de 80 camas, nós não tínhamos doentes no nosso corredor há mais ou menos três anos e neste momento temos o corredor da pediatria completamente cheio, com colchões no chão, fruto mesmo do número crescente de malária, então, houve colapso em termos de atendimento”, referiu. 

Luís Vieira manifestou-se ainda preocupado com o número insuficiente de enfermeiros para responder à demanda atual. 

 “É muito difícil pelo número de doentes que se tem agora, um ou dois enfermeiros, é impossível”, frisou. 

A malária, doença endémica em Angola, é a primeira causa de morte, de internamento e abstenção laboral e escolar no país.

 

NME // LFS

By Impala News / Lusa

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