Professora Amélia Fialho foi drogada, agredida e queimada viva

A filha pediu, no Facebook, ajuda para encontrar a mãe. Dizia que esta estava desaparecida e deu várias entrevistas, mas tudo não passava de um plano para encobrir o crime

Professora Amélia Fialho foi drogada, agredida e queimada viva

Professora Amélia Fialho foi drogada, agredida e queimada viva

A filha pediu, no Facebook, ajuda para encontrar a mãe. Dizia que esta estava desaparecida e deu várias entrevistas, mas tudo não passava de um plano para encobrir o crime

«Pela hora do jantar, usando fármacos, colocaram-na na impossibilidade de resistir, agrediram-na violentamente no crânio com um objeto contundente, colocaram-na na bagageira de uma viatura e transportaram-na para a zona de Pegões, onde, com recurso a um acelerante, lhe pegaram fogo”, diz a descrição da Polícia Judiciária.

Demoraram cerca de 36 horas a deslindar um crime premeditado. A filha adotiva da professora do Montijo, Amélia Fialho, está presa. Tal como o marido, Iuri Mata.

Filha e genro, que viviam com a vítima e que tentaram simular desaparecimento de Amélia Fialho, professora de Físico-Química na Escola Secundária Jorge Peixinho, no Montijo. A filha, Diana Fialho, de 23 anos, chegou a colocar na sua página de Facebook um apelo para se encontrar a mãe. A frieza do post e os seus depoimentos incongruentes foram cruciais para que fosse tomada como suspeita.

«A minha mãe saiu, não nos disse para onde ia. Com as notícias que há no Facebook, já me puseram todas as hipóteses, já me disseram para procurar em becos, porque podem tê-la roubado e deixado estendida por aí, que possa ser raptada… Sinceramente não sei. Só espero que alguém a veja, que a leve a algum hospital ou para a polícia e que ela regresse a casa», disse Diana Fialho em entrevista à CMTV.

 

 

 

Também o registo de em 2014, a PSP do Montijo ter sido chamada a casa da família por alegadas agressões da filha adotiva à professora, foram um indicativo de que Diana poderia ser uma das culpadas.

Mãe de Iuri defendeu o filho e acusou a nora

Orlanda Carmo, a mãe de Iuri Mata, genro de Amélia Fialho, afirmou que o filho «tinha medo» da mulher.

«O meu filho foi coagido por ela. Nunca na vida ele teria pensado em tanta barbaridade. É impensável. Eu criei o meu filho, eu conheço-o», disse Orlanda numa entrevista à SIC.

«Ele não era a mesma pessoa [desde que começou a namorar com a Diana]. Ele não é o monstro que as notícias estão a pintar», disse também a irmã de Iuri Mata.

Orlanda referiu que Amélia, assassinada pela filha e genro, jé lhe havia comunicado adoração por Iuri. «Ela disse-me: ‘Orlanda tenho uma grande adoração pelo seu filho. Se alguma coisa me acontecer não é culpa do Iuri’», recordou

Já em declarações à CMTV, Orlanda conta que só soube do que tinha acontecido quando o filho lhe ligou da PJ, às 05:30, quando já tinha sido detido

Os dois suspeitos  detidos na madrugada de sexta-feira, cerca das 02:00, e as autoridades acreditam que o crime foi cometido no sábado. Drogaram Amélia, deixaram-na adormecer e agrediram-na na cabeça com um martelo. Enrolaram-na numa manta e desceram até à garagem e elevador, arrastando o corpo, colocando-o depois na bagageira do carro.

Levaram depois o corpo para uma zona descampada em Pegões, onde regaram o cobertor e o corpo com gasolina. Pelo caminho, terão parado para comprar a gasolina e o isqueiro que usaram para incendiar o corpo.

Os dois suspeitos vão aguardar julgamento nos estabelecimentos prisionais de Tires e do Montijo, respetivamente.

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