Presidente do Governo catalão insiste na realização de um referendo na Catalunha

Joaquim Torra disse à Lusa que vai insistir na realização de um referendo sobre a “autodeterminação” da Catalunha apesar das propostas do PSOE sobre a proibição de consultas populares.

Presidente do Governo catalão insiste na realização de um referendo na Catalunha

Presidente do Governo catalão insiste na realização de um referendo na Catalunha

Joaquim Torra disse à Lusa que vai insistir na realização de um referendo sobre a “autodeterminação” da Catalunha apesar das propostas do PSOE sobre a proibição de consultas populares.

Barcelona, 09 nov 2019 (Lusa) — O presidente do Governo catalão, Joaquim Torra, disse à Lusa que vai continuar a insistir na realização de um referendo sobre a “autodeterminação” da Catalunha apesar das propostas do PSOE sobre a proibição de consultas populares.

O presidente do governo autónomo da região espanhola da Catalunha usou o exemplo da “Grã-Bretanha e do Canadá” que, afirmou, conseguiram encontrar fórmulas políticas sobre os independentismos da Escócia e do Quebeque, respetivamente.

“Já agora, os independentismos perderam nos dois sítios. É o que nós dizemos a Espanha: a experiência histórica diz que os referendos para a independência perdem-se. Então, façamos um e vejamos que apoio tem”, defendeu Joaquim Torra.

Para o presidente da Generalitat, o “conflito” catalão não vai acabar até que os catalães decidam livremente o seu futuro e insistiu que “esse exercício de ‘autodeterminação'” tem de voltar a realizar-se.

“Se realizarmos um referendo e a maioria dos catalães quiser ficar em Espanha apresento a demissão nessa mesma noite”, referiu o presidente da Generalitat, frisando que não receia defender a realização de uma consulta popular.

“Se o medo nos paralisasse e não nos deixasse seguir em frente, eu não teria aceitado o cargo de presidente da Generalitat” afirmou, acrescentando que aguarda com expectativa os resultados das eleições legislativas, que se realizam este domingo.

“Os resultados eleitorais vão dar-nos uma fotografia precisa de onde estamos na Catalunha, apesar de aqui se votar de forma muito diferente nas eleições locais ou para o parlamento autónomo. No domingo vamos ficar a conhecer uma tendência e isso vai ser muito interessante”, diz Joaquim Torra.

Sobre a campanha eleitoral que terminou na sexta-feira, Torra nota que foi “muito curta” e que ficou marcada na Catalunha pelas sentenças e pelo julgamento daqueles que organizaram o que chama “referendo” do dia 01 de outubro de 2017.

“A campanha esteve muito focada na Catalunha porque, infelizmente estar contra a Catalunha dá votos no resto de Espanha. Isso antes só víamos na direita, mas agora ficamos surpreendidos com a deriva do PSOE [socialistas] que acabou por manter as teses mais extremistas e de direita, talvez para ir buscar votos ao Ciudadanos”, considerou.

PSP // JH

By Impala News / Lusa

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