Presidente cessante da Lusa destaca papel da agência para a qualidade da democracia

O presidente cessante do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, considerou hoje a agência de notícias um “contribuinte inestimável” para a qualidade da democracia portuguesa e uma aliada na “defesa da língua portuguesa”.

Presidente cessante da Lusa destaca papel da agência para a qualidade da democracia

Presidente cessante da Lusa destaca papel da agência para a qualidade da democracia

O presidente cessante do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, considerou hoje a agência de notícias um “contribuinte inestimável” para a qualidade da democracia portuguesa e uma aliada na “defesa da língua portuguesa”.

“A Lusa é cada vez mais um pilar indispensável para a sustentabilidade dos media portugueses e, como tal, um contribuinte inestimável para a qualidade da democracia portuguesa”, afirmou Nicolau Santos numa mensagem enviada aos trabalhadores, no dia que termina o seu mandato.

Segundo o presidente cessante da agência, a defesa da língua portuguesa e dos interesses estratégicos do Estado português encontram também na Lusa um “poderoso aliado”.

“A marca Lusa ganhou uma crescente notoriedade ao estar na primeira linha do combate à desinformação, debate esse que passou por Portugal, mas também por países como Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique”, referiu ainda Nicolau Santos.

Na sua mensagem de despedida, o presidente do conselho de administração nos últimos três anos sublinhou ainda que a “mutação profunda a que se assiste no setor dos media em todo o mundo obrigou a Lusa a tornar-se cada vez mais uma empresa tecnológica”, com o objetivo de “servir os seus clientes com produtos inovadores disponibilizados nas mais diversas plataformas”.

“Nestes três anos, a Lusa afirmou-se igualmente como um espaço de debate de diversos temas nacionais e internacionais de índole geoestratégica, política, económica, social e cultural, consolidando assim a imagem de uma agência cosmopolita e aberta a tudo o que de importante se passa no país e no mundo”, sublinhou.

Nicolau Santos recordou também o jornalista Pedro Camacho, destacando a “grande paixão” com que desenvolveu o seu trabalho como Diretor de Inovação e Novos Projetos.

Pedro Camacho, antigo diretor de Informação da Lusa e que estava à frente da Direção de Inovação e Novos Projetos, morreu em 05 de dezembro, aos 59 anos, vítima de covid-19, depois de várias semanas internado no Hospital de Cascais.

No final de março, o Conselho Geral Independente (CGI) anunciou que Nicolau Santos e o administrador da RTP Hugo Figueiredo eram os nomes escolhidos para integrar o novo Conselho de Administração da RTP.

Em 27 de abril, o CGI indigitou a nova administração da RTP, que será presidida por Nicolau Santos, e conta com Ana dos Santos Dias, que transita da equipa anterior, com o pelouro financeiro.

Já hoje os acionistas da Lusa elegeram Joaquim Carreira presidente da agência de notícias e aprovaram o Plano de Atividades e Orçamento (PAO).

Entre os pontos que estavam na ordem de trabalhos da reunião magna estavam a eleição dos novos órgãos sociais, a aprovação do PAO e a remuneração dos órgãos sociais.

No que respeita aos novos órgãos sociais, os acionistas elegeram Joaquim Carreira, que era até à data diretor de áreas de suporte da Lusa, cujo nome tinha sido indicado pelo acionista maioritário Estado.

Foram ainda eleitos Paulo Saldanha, em representação da NP – Notícias de Portugal, e Helena Ferro de Gouveia, em nome da Global Media.

No entanto, o Conselho de Administração não ficou completo, faltando ainda os ministérios das Finanças e da Cultura indicarem os seus representantes.

A reunião para eleger estes dois últimos representantes está agendada para 14 de junho.

PC (ALU) // PDF

By Impala News / Lusa

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