Presidente angolano pede melhor organização ao setor das pescas

O Presidente angolano defendeu hoje que a indústria pesqueira nacional deve estar ao serviço do “combate da fome, pobreza e criação de postos de emprego”, pedindo “melhor organização do setor” para o “aumento do volume de capturas”.

Presidente angolano pede melhor organização ao setor das pescas

Presidente angolano pede melhor organização ao setor das pescas

O Presidente angolano defendeu hoje que a indústria pesqueira nacional deve estar ao serviço do “combate da fome, pobreza e criação de postos de emprego”, pedindo “melhor organização do setor” para o “aumento do volume de capturas”.

João Lourenço que falava hoje, na cerimónia de tomada de posse, dos novos membros do Governo central, provincial e do Conselho da República, que teve lugar no Palácio Presidencial, em Luanda, disse que quer “melhores políticas” para “atração do investimento” no setor pesqueiro.

Para o Presidente da República de Angola, sendo o peixe e os produtos do mar, uma fonte de proteína animal “é preciso que o setor se organize no sentido de aumentar o volume de capturas, aumentar o emprego”.

Nesse sentido, “as pescas a exemplo da agricultura pode ser uma importante fonte de emprego dos cidadãos nacionais”, referiu.

O Presidente angolano empossou hoje Maria Antonieta Batista para o cargo de Ministra dos Pescas e do Mar, Faustina Fernandes de Almeida para o cargo de Ministra da Ação Social, Família e Promoção da Mulher e José Carlos Lopes Bettencourt para o cargo de secretário de Estado da Agricultura e Pecuária.

Na sua intervenção, João Lourenço exortou a nova ministra das Pescar e do Mar a “utilizar a política de concessão de licenças” como forma de “atrair investimento, sobretudo nas infraestruturas em terra, em frio e em processamento do pescado”.

“Para que ele (o peixe) possa chegar com qualidade à mesa dos consumidores quer nacionais quer daquela parte dedica a exportação”, indicou.

Os polos de desenvolvimento pesqueiro do Tômbua, província angolana do Namibe, e da Baía Farta, província de Benguela, foram assinalados pelo Presidente angolano, como exemplos que devem ser replicados na extensa consta marítima do país.

“Como forma de luta contra a pobreza e contra a fome, daí a razão de nós termos apostado na ministra que acaba de ser empossada, confiamos que seja capaz de fazer isso, evidentemente, não será num dia, mas o importante é ir dando passos corajosos”, apontou.

Segundo João Lourenço, para o sucesso dessa empreitada, “o segredo é privilegiar aqueles que invistam, não só, nas embarcações, mas sobretudo nas infraestruturas em terra”.

Em declarações aos jornalistas, a nova ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Batista, que substitui no cargo, Vitória de Barros Neto, garantiu fazer um diagnóstico do setor para ir de encontro aos desígnios do Presidente angolano.

A governante, que decidiu não fazer promessas, assumiu que pela frente vai “enfrentar muito trabalho para o controlo da extensa costa marítima” angolana, garantido “trabalhar em equipa” para “fazer chegar com regularidade o peixe” à mesa dos angolanos.

Em relação ao setor da Ação Social, Família e Promoção da Mulher, agora a cargo de Faustina Fernandes de Almeida, também empossada hoje, João Lourenço pediu “maior empenho e engajamento para o resgate dos valores” morais, éticos e cívicos.

E a nova ministra do setor, Faustina Fernandes Inglês de Almeida, que substituiu, Vitória de Barros Neto, assegurou que vai dar prioridade à educação das famílias e da sociedade para o efetivo resgate dos valores morais e cívicos.

Para o setor da agricultura, João Lourenço realçou o incremento da verba no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2019 argumentando que o setor “deve contribuir também para a redução da pobreza”, particularizando a agricultura familiar que “deve ocupar o lugar que ela merece”.

DYAS // PJA

By Impala News / Lusa

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