PR moçambicano diz que processo de paz “está lento”, mas com evolução “muito grande”

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou hoje em Maputo que o processo de paz com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, “está lento”, apesar de registar uma boa evolução “muito grande”.

PR moçambicano diz que processo de paz

PR moçambicano diz que processo de paz “está lento”, mas com evolução “muito grande”

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou hoje em Maputo que o processo de paz com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, “está lento”, apesar de registar uma boa evolução “muito grande”.

“Embora lento, com uma tendência de evolução muito grande, o processo está a continuar e a caminhar”, afirmou Filipe Nyusi, em breves declarações aos jornalistas, à margem da sessão do Conselho de Ministros.

De acordo com o chefe de Estado, neste momento os peritos estão a discutir o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

“A evolução é boa, o trabalho está a andar e não faltarão dificuldades”, disse Nyusi.

O Presidente moçambicano esclareceu a controvérsia gerada pelas afirmações na segunda-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, de que o Governo já integrou nas Forças Armadas 400 oficiais do braço da Renamo e que foram hoje refutadas pelo principal partido da oposição.

“Recentemente houve encerramento de um grande curso [das Forças de Defesa e Segurança] em Maputo, onde mais de duas mil pessoas terminaram o curso e houve mais de 400 pessoas jovens que não são da Renamo, mas sim desmobilizados”, explicou.

A Renamo acusou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano, José Pacheco, de “mentira grosseira” em relação ao processo de integração de oficiais daquele partido nas Forças Armadas.

O principal partido da oposição espera ainda que o executivo moçambicano aceite a integração de quadros da Renamo nos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), a secreta moçambicana.

RIZR (PMA) // VM

By Impala News / Lusa

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