PR angolano diz que é tempo de passar das ações à prática na diversificação da economia

O Presidente angolano, João Lourenço, afirmou hoje que é tempo de Angola passar das ações à prática no que toca à diversificação da economia, para que, quando se fala das exportações nacionais, não seja apenas do petróleo.

PR angolano diz que é tempo de passar das ações à prática na diversificação da economia

PR angolano diz que é tempo de passar das ações à prática na diversificação da economia

O Presidente angolano, João Lourenço, afirmou hoje que é tempo de Angola passar das ações à prática no que toca à diversificação da economia, para que, quando se fala das exportações nacionais, não seja apenas do petróleo.

Luanda, 08 jan (Lusa) – O Presidente angolano, João Lourenço, afirmou hoje que é tempo de Angola passar das ações à prática no que toca à diversificação da economia, para que, quando se fala das exportações nacionais, não seja apenas do petróleo.


O Presidente da República falava nos jardins do Palácio Presidencial, em Luanda, na sua primeira conferência de imprensa, com mais de uma centena de jornalistas de órgãos nacionais e estrangeiros, quando passam 100 dias após ter chegado à liderança no Governo, tendo sido questionado sobre os efeitos da austeridade no processo de diversificação da economia.


“É absolutamente necessário. A nossa salvação está aí. E a autoridade não significa não diversificar a economia, antes pelo contrário. É precisamente a austeridade que nos obriga a diversificarmos a economia”, defendeu.


Mais de 95 por cento das exportações angolanas são de petróleo bruto, pelo que a economia do país ressente-se, desde finais de 2014, da quebra prolongada na cotação do barril de crude no mercado internacional.


“Angola não tem outra saída senão diversificamos de facto a sua economia. Sobre isso já muito se falou, já correu muita tinta. Temos que passar a ações concretas, no sentido de fazer com que as nossas exportações não se baseiem apenas no crude, no petróleo bruto, mas quando falarmos de exportações de Angola falemos sobretudo mais de outros produtos”, defendeu João Lourenço.


Ainda assim, as receitas fiscais angolanas com a exportação de petróleo deverão atingir, em 2018, mais de 2,399 biliões de kwanzas (12 mil milhões de euros), com o Governo a estimar vender cada barril a 50 dólares.


Os dados constam do relatório de fundamentação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, que o Governo angolano entregou na Assembleia Nacional e que tem votação na generalidade prevista para 18 de janeiro.


O documento do Governo angolano prevê que 24,8% de todas as receitas a angariar pelo Estado sejam provenientes do setor petrolífero, enquanto os impostos do setor não petrolífero deverão ascender, em 2018, a 1,740 biliões de kwanzas (8.875 milhões de euros).


O Governo angolano prevê, no OGE, exportar 620 milhões de barris de crude por dia em 2018, acima dos 610,6 milhões esperados, na mais recente projeção, para 2017.


Depois dos 46 dólares orçamentados em 2017, e numa altura em que o barril de crude é vendido no mercado internacional a mais de 60 dólares, o Governo optou por uma previsão mais conservadora para 2018.


“Tendo em conta a incerteza atual no mercado petrolífero e a volatilidade do preço, com base em toda a informação disponível sobre o desenvolvimento do mercado petrolífero, para o exercício de 2018 foi adotada a previsão de 50 dólares/barril”, refere o relatório de fundamentação.


Na proposta de OGE, cuja votação final no parlamento deverá acontecer até 15 de fevereiro, o Governo angolano estima despesas e receitas de 9,658 biliões de kwanzas (48,6 mil milhões de euros), e um crescimento económico de 4,9% do PIB.


Trata-se do primeiro OGE que João Lourenço, empossado a 26 de setembro como terceiro Presidente da República e líder do Governo, leva ao Parlamento, depois de 38 anos de liderança em Angola a cargo de José Eduardo dos Santos.



PVJ // PJA

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS