Portuguesa acusada de terrorismo em Inglaterra é fotógrafa de casamentos

As autoridades inglesas estão a acusar Cláudia Patatas de ser, alegadamente, neonazi e pertencer a um grupo de extrema-direita ilegalizado em 2016.

Portuguesa acusada de terrorismo em Inglaterra é fotógrafa de casamentos

Portuguesa acusada de terrorismo em Inglaterra é fotógrafa de casamentos

As autoridades inglesas estão a acusar Cláudia Patatas de ser, alegadamente, neonazi e pertencer a um grupo de extrema-direita ilegalizado em 2016.

Chama-se Cláudia Patatas, tem 38 anos e está a ser acusada de terrorismo no Reino Unido. As autoridades inglesas suspeitam que esta portuguesa – sem cadastro em portugal – pertence à National Action, grupo de extrema-direita ilegalizado em 2016.

A fotógrafa foi detida no Reino Unido, onde reside, com o namorado e quatro outros supeitos. No seu site profissional, Cláudia apresenta-se como «uma fotógrafa muito calma».

«Ponderada e amo o que faço. É um grande privilégio fazer parte de um dia de casamento, tirar fotografias a um recém-nascido ou passar o tempo a captar imagens de uma família», descreve na sua autobiografia. Uma imagem que não parece combinar com alguém que pertence a um grupo terrorista.

«Uma fotógrafa muito calma».

Cláudia saiu de Lisboa, com 28 anos, e foi viver para o Reino Unido. Depois de oito anos no coração do Reino Unido, a fotógrafa e o namorado, Adam Thomas de 29 anos, mais quatro suspeitos foram detidos por alegadamente pertencerem à National Action, a primeira organização neonazi a ser banida no Reino Unido, em dezembro de 2016. Desde dia 9, depois de uma primeira audição no tribunal de Westminster, estão em prisão preventiva e negam todos os crimes de que são acusados.

Preparação e incentivo de atos terroristas, nos termos da seção 41 da Lei do Terrorismo de 2000 e posse de um manual de instruções de fabrico de bombas artesanais são as acusações em cima da mesa que fizeram Cláudia chorar quando as ouviu pela primeira vez.

Segundo avança o Expresso, o « Ministério Público não tem dúvidas de que os suspeitos continuaram a atividade extremista até setembro do ano passado». A portuguesa não tem qualquer referência, em portugal, de atividades próximas da extrema-direita.

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