Violência doméstica já provocou 41 mortes este ano em Moçambique

A violência doméstica já provocou pelo menos 41 mortes registadas pela polícia, este ano, em Moçambique, anunciou o Centro de Estudos e Pesquisa de Comunicação Sekelekani, uma organização da sociedade civil moçambicana.

Violência doméstica já provocou 41 mortes este ano em Moçambique

Violência doméstica já provocou 41 mortes este ano em Moçambique

A violência doméstica já provocou pelo menos 41 mortes registadas pela polícia, este ano, em Moçambique, anunciou o Centro de Estudos e Pesquisa de Comunicação Sekelekani, uma organização da sociedade civil moçambicana.

O número faz parte de um conjunto de informação divulgado a propósito do Dia Internacional da Rapariga, que se assinalou no domingo.

O departamento de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência, do comando-geral da polícia moçambicana, uma das entidades que lida com o crime, processou desde o início do ano um total de 6.586 casos de violência doméstica, lê-se em nota do Sekelekani consultada hoje pela Lusa.

A maioria casos (3.904) é classificada como violência física simples, 1.259 como violência psicológica, 796 como violência patrimonial e 478 como violência grave, dos quais resultaram 41 mortes.

Depois de se dirigir à polícia, geralmente, a vítima (por norma, mulher) “é fortemente pressionada pela família, no sentido de esquecer a queixa”, de acordo com o chefe do departamento, Marisa Timóteo.

A família acredita que “a violência doméstica pode ser travada internamente”. 

“Contudo, o resultado é o contrário, pois o agressor sente que tem proteção dentro da própria família”, acrescentou.

Na maior parte das situações, as vítimas procuram a autoridade para tentar persuadir os maridos a abandonarem a violência, não necessariamente à procura de qualquer medida punitiva para o agressor.

“Nós deixamos claro que violência doméstica é um crime público e que, por isso, a punição não depende da vontade da vítima”, sublinhou.

A luta contra os casamentos precoces e a violência doméstica têm motivado campanhas e ações públicas reunindo diversas figuras públicas moçambicanas, com vista a promover a emancipação da mulher.

Estima-se que metade das mulheres moçambicanas com idades entre os 20 e 24 anos de idade se tenham casado quando eram menores, 14% das quais antes dos 15 anos, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

O Dia Internacional da Rapariga, celebrado a 11 de outubro, foi instituído em 2011 pela Organização das Nações Unidas, com o objetivo de promover a proteção dos direitos da rapariga em todo o mundo e acabar com a vulnerabilidade, discriminação e violência.

LFO // SB

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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