Vários protestos marcados para bairros festivos e centros comerciais de Hong Kong

Protestos e marchas pró-democracia estão planeadas para hoje em Hong Kong e foram anunciadas nas redes sociais como forma de transtornar as festas de final de ano e as compras nos centros comerciais mais populares.

Vários protestos marcados para bairros festivos e centros comerciais de Hong Kong

Vários protestos marcados para bairros festivos e centros comerciais de Hong Kong

Protestos e marchas pró-democracia estão planeadas para hoje em Hong Kong e foram anunciadas nas redes sociais como forma de transtornar as festas de final de ano e as compras nos centros comerciais mais populares.

Eventos denominados “Que se lixe a Véspera” e “Fazer compras consigo” estão planeados para hoje, véspera do ano novo, em zonas como o bairro de Lan Kwai Fong, conhecido pelas festividades da época, mas também no pitoresco porto Victoria e nos centros comerciais mais populares.

Os protestos vão continuar até ao primeiro dia de janeiro, estando já autorizada pela polícia uma marcha pró-democracia, que vai começar num grande parque da movimentada Causeway Bay e terminar no principal bairro comercial.

Várias marchas pacíficas que reuniram milhões de pessoas desde junho foram organizadas pelo movimento Frente Civil dos Direitos Humanos que conseguiu ainda reunir cerca de 800 mil pessoas num protesto realizado no início deste mês.

“No dia do Ano Novo, precisamos mostrar a nossa solidariedade… para resistir ao Governo. Esperamos que o povo de Hong Kong venha para a rua pelo futuro de Hong Kong”, apelou o líder do grupo, Jimmy Sham, nas redes sociais.

A polícia avisou, entretanto, que várias patrulhas para controlo de multidões estão mobilizadas para hoje e pediu aos participantes da marcha de quarta-feira que se mantenham pacíficos.

Numa mensagem divulgada através do Facebook, o comissário da polícia Chris Tang agradeceu aos agentes da linha de frente por garantirem “a segurança e a estabilidade” de Hong Kong e deixou um alerta aos manifestantes.

“Se usarem violência, não terão apoio do público. Nós, a polícia, faremos tudo que pudermos para vos deter”, disse Tang.

Os protestos em Hong Kong começaram em junho na sequência da apresentação de um projeto de lei, entretanto descartado, que visava permitir extradições para a China continental, cujos tribunais são controlados pelo Partido Comunista.

Os protestos transformaram-se num movimento pró-democracia mais abrangente.

PMC // ANP

By Impala News / Lusa

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