Ucrânia: Papa admite visita ao país e alerta para risco de guerra prolongada

O Papa Francisco admitiu que está a ser ponderada uma visita à Ucrânia, no dia em que alertou para o risco de “uma guerra prolongada que pode sufocar a vida de povos e gerações inteiras”.

Ucrânia: Papa admite visita ao país e alerta para risco de guerra prolongada

Ucrânia: Papa admite visita ao país e alerta para risco de guerra prolongada

O Papa Francisco admitiu que está a ser ponderada uma visita à Ucrânia, no dia em que alertou para o risco de “uma guerra prolongada que pode sufocar a vida de povos e gerações inteiras”.

Francisco chegou hoje a Malta numa viagem que estava prevista desde 2020, mas foi adiada duas vezes devido à pandemia de covid-19 e que agora acontece em plena guerra na Ucrânia.

Durante o voo para Malta para uma visita de dois dias o Papa Francisco declarou que “está em cima da mesa” uma viagem à Ucrânia, ao responder a uma questão colocada pela imprensa.

Questionado pelos jornalistas se está a levar em consideração o convite de ir a Kiev, Francisco respondeu: “sim, está em cima da mesa” uma viagem à Ucrânia.

Tanto o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, como o autarca de Kiev, Vitali Klitschko, convidaram o chefe da Igreja Católica a visitar o país para mostrar a sua proximidade com a população ucraniana, que está a sofrer numa guerra que o Papa tem criticado repetidamente.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.276 civis, incluindo 115 crianças, e feriu 1.981, entre os quais 160 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

GC/(CSR) // HB

By Impala News / Lusa

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