Ucrânia: Blinken diz que imagens de Busha são um “murro no estômago”

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse hoje que as imagens do alegado massacre de civis pelas tropas russas em Busha (Ucrânia) são um “murro no estômago”.

Ucrânia: Blinken diz que imagens de Busha são um

Ucrânia: Blinken diz que imagens de Busha são um “murro no estômago”

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse hoje que as imagens do alegado massacre de civis pelas tropas russas em Busha (Ucrânia) são um “murro no estômago”.

Numa entrevista à CNN, Blinken disse que era inevitável “ver estas imagens como um soco no estômago”, ainda que os serviços secretos norte-americanos já tivessem avisado anteriormente que era “muito provável” que os militares russos iriam cometer “atrocidades”.

“Não podemos ficar insensíveis a coisas como estas. Não podemos normalizá-lo. Esta é a realidade do que está a acontecer todos os dias”, disse o secretário de Estado.

A retirada das tropas russas do norte da capital ucraniana, Kiev, revelou as alegadas execuções sumárias de várias centenas de civis no subúrbio de Busha e noutras áreas.

O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse hoje que os civis encontrados sem vida nas ruas de Busha “tinham as mãos atadas atrás das costas”, como se pode ver em fotografias publicadas por meios de comunicação internacionais.

O presidente do país, Volodymyr Zelensky, descreveu as ações da Rússia contra o povo ucraniano como genocídio na televisão norte-americana.

A organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) disse ter indicações de que o exército russo estava a cometer possíveis crimes de guerra em áreas sob o seu controlo, incluindo execuções sumárias de civis.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2.017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,2 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

 

JDN // CC

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS