Turquia termina ofensiva na Síria após retirada dos curdos — vice-PR dos EUA

O Mike Pence anunciou hoje em Ancara que a Turquia concordou suspender a sua ofensiva no nordeste da Síria, que terminará quando as forças curdas retirarem da região.

Turquia termina ofensiva na Síria após retirada dos curdos -- vice-PR dos EUA

Turquia termina ofensiva na Síria após retirada dos curdos — vice-PR dos EUA

O Mike Pence anunciou hoje em Ancara que a Turquia concordou suspender a sua ofensiva no nordeste da Síria, que terminará quando as forças curdas retirarem da região.

Ancara, 17 out 2019 (Lusa) — O vice-Presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou hoje em Ancara que a Turquia concordou suspender a sua ofensiva no nordeste da Síria, que terminará quando as forças curdas retirarem da região.

O anúncio foi feito após as conversações que manteve, acompanhado pelo chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, com o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

No decurso de uma conferência de imprensa na capital turca, Pence precisou que a Turquia vai interromper a sua ofensiva no norte da Síria durante cinco dias e pôr termo à incursão militar após uma retirada das forças curdas dessa região e durante esse prazo.

A ofensiva turca “vai terminar completamente quando terminar essa retirada” durante o período de suspensão, declarou aos ‘media’ após mais de quatro horas de conversações com Recep Tayyip Erdogan.

O objetivo da operação militar desencadeada em 09 de outubro consiste em criar uma “zona de segurança” de 32 quilómetros de profundidade e 480 quilómetros de comprimento ao longo da fronteira entre a Turquia e Síria para manter as Unidades de Proteção Popular (YPG, as milícias curdas que Ancara considera “terroristas”) à distância e repatriar parte dos 3,6 milhões de refugiados sírios que atualmente vivem no território turco.

A ofensiva turca surgiu após o anúncio de Donald Trump de que as tropas dos Estados Unidos iam abandonar a zona em causa.

A ofensiva de Ancara abriu uma nova frente na guerra da Síria que já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados desde que foi desencadeada em 2011.

PCR // EL

By Impala News / Lusa

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