Síria. 35 mortos em 24 horas em combates entre regime e ‘jihadistas’

Pelo menos 35 combatentes morreram nas últimas 24 horas em confrontos entre as forças do regime sírio e ‘jihadistas’ no noroeste da Síria, palco de renovada violência há várias semanas, indicou hoje uma ONG.

Síria. 35 mortos em 24 horas em combates entre regime e 'jihadistas'

Síria. 35 mortos em 24 horas em combates entre regime e ‘jihadistas’

Pelo menos 35 combatentes morreram nas últimas 24 horas em confrontos entre as forças do regime sírio e ‘jihadistas’ no noroeste da Síria, palco de renovada violência há várias semanas, indicou hoje uma ONG.

Pelo menos 35 combatentes morreram nas últimas 24 horas em confrontos entre as forças do regime sírio e ‘jihadistas’ no noroeste da Síria, palco de renovada violência há várias semanas, indicou hoje uma ONG. O regime de Bashar al-Assad e o seu aliado russo intensificaram desde o final de abril os bombardeamentos contra a província de Idlib e os territórios rebeldes adjacentes, como o norte da província de Hama, controlados pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, antigo ramo sírio da Al-Qaida) e por outros grupos extremistas.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), entre domingo e hoje, combates opondo o regime aos ‘jihadistas’ ocorreram numa zona do nordeste da província de Latákia, ao lado de Idlib, matando pelo menos 19 extremistas e 16 combatentes pró-regime.

A escalada das últimas semanas é a mais violenta desde que Moscovo, que ajuda o regime, e Ancara, apoio de alguns grupos rebeldes, anunciaram em setembro de 2018 um acordo sobre uma “zona desmilitarizada” em Idlib, que devia separar os territórios dos insurgentes das zonas governamentais e garantir uma paragem das hostilidades na região.

As tropas sírias capturaram hoje cinco aldeias e uma colina na periferia de Idlib, o último maior bastião rebelde na Síria, enquanto o líder do HTS pediu a todos os que possam que “cumpram o seu dever religioso” de se juntarem à luta.

Abu Mohammed al-Golani disse ainda que os ‘jihadistas têm o direito de atacar uma base russa na Síria porque “mais de 90% dos ataques aéreos russos visam mulheres e crianças”.

Entre o final de abril e 9 de maio, os bombardeamentos no sul da província de Idlib e norte da de Hama obrigaram à fuga de cerca de 180.000 pessoas. Segundo a ONU, estes deslocados refugiaram-se em zonas mais a norte. A OSDH afirma que pelo menos 119 civis morreram devido aos confrontos desde o fim de abril.

A Síria tem sido devastada por um guerra desde meados de 2011 que já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

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