Traficante Franklim Lobo fica em prisão preventiva e vai ser julgado em separado

O narcotraficante português Franklim Pereira Lobo, detido em março em Málaga, no âmbito de um mandado de detenção europeu, ficou em prisão preventiva após primeiro interrogatório judicial.

Traficante Franklim Lobo fica em prisão preventiva e vai ser julgado em separado

Traficante Franklim Lobo fica em prisão preventiva e vai ser julgado em separado

O narcotraficante português Franklim Pereira Lobo, detido em março em Málaga, no âmbito de um mandado de detenção europeu, ficou em prisão preventiva após primeiro interrogatório judicial.

Lisboa, 05 abr (Lusa) — O narcotraficante português Franklim Pereira Lobo, detido em março em Málaga, Espanha, no âmbito de um mandado de detenção europeu, ficou em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial, que decorreu na quinta-feira em Lisboa.

Segundo fonte judicial, a juíza aplicou a prisão preventiva a Franklim Lobo, que durante anos andou fugido à justiça portuguesa, e que será julgado em “processo autónomo” da denominada Operação Aquiles, que está em julgamento e que envolve tráfico de droga, associação criminosa e corrupção passiva e ativa.

A Operação Aquiles conta com 27 arguidos, entre os quais dois inspetores-chefes da PJ, uma vez que os juízes decidiram separar os processos de Franklim Pereira Lobo e de outra arguida, Ana Luísa Caeiro.

Segundo a acusação, entre outubro de 2006 e janeiro de 2007, elementos da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da Polícia Judiciária (UPAT/PJ) transmitiram à sua hierarquia informações resultantes de vigilâncias e recolha de informações que “evidenciavam fortes suspeitas de ligações ao mundo do crime” do ex-coordenador da PJ Carlos Dias Santos.

Na altura, António Benvindo funcionou como agente encoberto da PJ e, numa reunião que manteve com um suspeito de nacionalidade paraguaia, ficou a saber que a organização criminosa que exportava cocaína para a empresa de Torres Vedras ‘Terra Australis’ “tinha um informador na PJ” que revelava as movimentações da polícia no combate ao narcotráfico.

Estas suspeitas apontavam para ligações do ex-coordenador da PJ com o arguido Jorge Manero de Lemos e a atividade de tráfico de droga desenvolvida por este último.

O Ministério Público entende que os inspetores da PJ Carlos Dias Santos e Ricardo Macedo, além de fornecerem informações às organizações criminosas que protegiam, através dos contactos com os pretensos informadores, por vezes recebiam informações das mesmas organizações sobre o tráfico desenvolvido por organizações concorrentes.

Indica a acusação que, entre outubro de 2006 e janeiro de 2007, elementos da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da Polícia Judiciária (UPAT/PJ) transmitiram à sua hierarquia informações resultantes de vigilâncias e recolha de informações que “evidenciava fortes suspeitas de ligações ao mundo do crime”, de Carlos Dias Santos, apontando para ligações do polícia com Jorge Manero de Lemos e à atividade de tráfico de droga desenvolvida por este último.

No decurso da investigação foram apreendidos mais de 900 quilos de cocaína e mais de 30 quilos de haxixe, bem como diversas viaturas e dinheiro, no montante de várias dezenas de milhares de euros.

CC(FC) // HB

By Impala News / Lusa

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