Também já andamos a comer plástico

Também já andamos a comer plástico

Cientistas encontraram provas de que andamos a comer plástico. Já tinha sido confirmado que os microplásticos são ingeridos pelos peixes.

Através de um estudo, os investigadores encontraram partículas de nove tipos de plástico nas fezes humanas. A Agência austríaca do Ambiente encontrou em cada 10 gramas de fezes, 20 partículas de microplástico. «Mais de 50% da população mundial pode ter microplásticos nas suas fezes», concluem os cientistas.

O investigador líder da experiência avança ainda que este é o primeiro estudo que confirma o que há muito se suspeitava. “Os plásticos acabam por chegar ao intestino humano”, comenta.

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Os cientistas acreditam que a presença do plástico pode condicionar a ação do sistema imunitário e contribuir para a transmissão de vírus. “As partículas mais pequenas de microplástico conseguem entrar na corrente sanguínea, no sistema linfático e podem até chegar ao fígado”, alerta o investigador.
Estudos anteriores já tinham revelado plástico no intestino de peixes, aves e insetos.

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Os registos revelam que todos os participantes estavam expostos aos plástico diretamente, através da utilização de recipientes para aquecer a comida, ou por beberem água em garrafas de plástico. Seis dos participantes ingeriam peixe.

Plastico no Mar Mediterraneo

No mar mediterrâneo, com abertura direta para o Oceano Atlântico, o plástico representa 95% dos resíduos que nele flutuam. O dado é avançado pela organização ambientalista internacional WWF. «O mediterrâneo apresenta níveis recorde de poluição causada por microplásticos, que ameaçam tanto espécies marinhas como a saúde humana», revela.

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Este impacto no mar mediterrâneo reflete-se em Portugal, representando graves danos para a natureza e saúde humana. A Associação Natureza Portugal afirma que  “os microplásticos representam 72 por cento do lixo encontrado em zonas industriais e de estuários”.

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