Suspeito de terrorismo preso em Portugal depois de violar mulher

Tussa, sírio de 30 anos, foi detido após ter violado mulher de 46 anos no Lumiar. Autoridades admitem ligações a células terroristas na Europa

Suspeito de terrorismo preso em Portugal depois de violar mulher

Tussa, um homem de origem síria, foi detido pela Polícia Judiciária após ter sido identificado pela vítima. A mulher de 46 anos, foi atacada no passado mês de abril, na zona do Lumiar. Agora, após cruzamento de informações, autoridades admitem ligação a atos de terrorismo.

A sem-abrigo foi abordada pelo agressor no Rossio, tendo este lhe dito que que daria abrigo e alimentação. Levou-a para uma fábrica abandonada no Lumiar e, aí, atacou-a. Usou uma faca para que não resistisse e bateu-lhe sucessivas vezes. A vítima ficou várias horas naquele local, e só na manhã seguinte conseguiu pedir ajuda. Foi de imediato socorrida e hospitalizada.

As informações dadas pela vítima, nomeadamente o aspeto físico do homem, apontaram para um possível refugiado. Nesse sentido, as autoridades de imediato encetaram diligências, acabando por chegar à conclusão de que se trataria de alguém que teria pedido asilo. O cruzamento de informações entre vários organismos, deu conta de que o suspeito suspeito estaria também referenciado por ligações a uma célula terrorista, estando o seu nome indiciado na Interpol.

Autoridades perderam-lhe o rasto

Apesar da identificação do presumível criminoso, as autoridades perderam-lhe o rasto. Nas últimas semanas, a Polícia Judiciária pediu ajuda à Polícia de Segurança Pública (PSP), lembrando que Tussa tinha um cheque da segurança social em atraso, ainda por levantar. Foi dada a informação acerca da identidade do suspeito e pedida a sua detenção caso tentasse obter o dinheiro: o que aconteceu e levou de imediato à sua detenção.

De acordo com o Correio da Manhã, o homem foi presente a tribunal, tendo sido determinada a prisão preventiva por um juiz de instrução criminal. O próximo passo será o de cruzar informações com a Europol e Interpol sobre o suspeito. O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) quer perceber se as referências de envolvimento em células terroristas são posteriores à atribuição do estatuto de refugiado e se as mesmas informações foram na altura cruzadas. Serão também fornecidos todos os elementos referentes a este homem para que qualquer autoridade de outro país da Europa saiba que está em prisão preventiva, no nosso país.

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