Situação na Síria está a piorar e tropas dos EUA podem ficar isoladas

Uma autoridade norte-americana declarou que a situação está a aumentar rapidamente o risco de um confronto entre as forças apoiadas pela Turquia e os Estados Unidos no nordeste da Síria.

Situação na Síria está a piorar e tropas dos EUA podem ficar isoladas

Situação na Síria está a piorar e tropas dos EUA podem ficar isoladas

Uma autoridade norte-americana declarou que a situação está a aumentar rapidamente o risco de um confronto entre as forças apoiadas pela Turquia e os Estados Unidos no nordeste da Síria.

Uma autoridade norte-americana disse este domingo, 13 de outubro, que a situação no nordeste da Síria está a «deteriorar-se rapidamente» à medida que as forças apoiadas pela Turquia avançam e podem isolar as forças dos Estados Unidos no terreno. A autoridade norte-americana falou à agência de notícias Associated Press (AP) sob condição de anonimato, porque não estava autorizado a informar jornalistas.

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Forças norte-americanas já não controlam as linhas terrestres de comunicação

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as tropas norte-americanas no norte da Síria recuariam antes de uma ofensiva turca, hoje no seu quinto dia, para não colocar as forças do seu país em perigo. Desde sábado, combatentes turcos e apoiantes da Turquia realizam ataques aéreos em direção à cidade de Ain Eissa, administrada pelas forças lideradas pelos curdos e onde está localizada uma grande base dos Estados Unidos. A autoridade disse que as forças norte-americanas e os seus aliados curdos já não controlam as linhas terrestres de comunicação.

Turquia explica objetivo da ofensiva na Síria

A Turquia declarou que o objetivo da ofensiva na Síria é combater e afastar da região a milícia curdo-síria Unidades de Proteção Popular (YPG, integrante das Forças Democrática da Síria), que os turcos consideram uma organização terrorista por suas ligações com a insurgência curda na Turquia.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse na sexta-feira que a Turquia não vai parar até que o YPG, que forma a espinha dorsal da força terrestre apoiada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico (EI) no norte da Síria, retire-se para pelo menos a 32 quilómetros da sua fronteira.

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