Síndrome da Morte Súbita: Mutação genética pode estar na causa

Estudo norte-americano revela que há uma predisposição genética para a Síndrome.

Síndrome da Morte Súbita: Mutação genética pode estar na causa

Síndrome da Morte Súbita: Mutação genética pode estar na causa

Estudo norte-americano revela que há uma predisposição genética para a Síndrome.

Síndrome da Morte Súbita do Lactente – SML – é a principal causa de morte infantil no primeiro ano de vida e os motivos não eram compreendidos. Agora, um estado norte-americano, conduzido pela Universidade de Washington, revela que certos bebés nascem geneticamente predispostos para a síndrome.

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Foi identificada uma mutação genética que impede as células cardíacas de digerirem os lípidos do leite. A impossibilidade de processá-los interfere com a função cardíaca do bebé lactente, o que pode causar uma paragem cardíacas em bebés com apenas dois meses.

A mutação é conhecida como deficiência da proteína trifuncional mitocondrial. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

A investigadora responsável pelo estudo, Hannele Ruohola Baker, adianta que «existem múltiplas causas para a síndrome da morte súbita do lactente. Há algumas causas que são ambientais. Mas o que estamos aqui a estudar é de facto a causa genética da SMSL. Neste caso em particular, envolve uma anomalia na enzima que processa a gordura».

A ideia para a investigação terá surgido após uma observação de Jason Miklas, da Universidade de Stanford. «Se uma criança tem uma mutação, dependendo da mutação, nos primeiros meses de vida podem ser bastante assustadores pois a crianças pode morrer repentinamente», disse, explicando que a equipa está focada em tratar a raiz do problema.

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Esta síndrome ocorre normalmente durante o sono dos bebés aparentemente saudáveis e sem aviso prévio nos primeiros 12 meses de vida de um bebé, segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP). A ocorrência de morte súbita é rara no primeiro mês de vida. Cerca de 95 por cento dos casos verificam-se antes dos seis meses. A maioria dos casos está associada ao sono e, por isso, é conhecida como «morte no berço».

Em muitos países, a adoção de medidas relativamente simples tornou possível reduzir muito significativamente a taxa de mortalidade por SMSL. Leia os conselhos no nosso site Crescer.

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